Home - Opinião - IC6 e IP3 outra vez adiados agora por mais este Governo! Autor: João Dinis

IC6 e IP3 outra vez adiados agora por mais este Governo! Autor: João Dinis

Durante a discussão, na Assembleia da República, do Orçamento do Estado para este ano de 2022, o Ministro da tutela produziu declarações ambíguas mas já a indiciar mais atrasos nas obras da continuação do IC 6 e da reabilitação do IP 3 (de entre outras vias rodoviárias).  Pena foi que ele não se “confessasse” dessa forma antes das últimas eleições Autárquicas e das Legislativas…

Agora, apenas “conseguiu” adiantar que, no caso do malfadado IC 6, existem problemas ditos de “litigância” – com processo judicial em curso – o que compromete o mais rápido avanço desta obra.

Quanto ao IP 3, lá assumiu que, para já, a continuação da obra de reabilitação não será concluída antes de 2025 e, ainda assim, “se tudo correr bem“… sendo que, por sinal, 2025 é ano de eleições autárquicas…

Porém, o mesmo governante não explicou que raio de “litigâncias” são essas que travam uma obra tão importante como o IC 6 ?!  Uma obra que até já deverá ter financiamento nos termos fixados pelo Governo PS, há um ano atrás…  E o Ministro deveria ter-se explicado bem melhor que planificar e executar com transparência e eficácia reclama por isso mesmo !  Então, Governo PS, a invocação de “interesse público” só funciona com celeridade quando se trata de conseguir, através da acção do Estado, (grandes) benefícios privados mas já não funciona bem quando se pretende obter justos e directos benefícios públicos ?…  Ou continua sem haver uma real vontade política para fazer esta e outras obras rodoviárias ?…

E Senhores Deputados eleitos por Coimbra ?  Que iniciativas tendes sobre o IC 6 e o IP 3 ?

E, em concreto, que fizeram os 9 Deputados eleitos (6 pelo PS e 3 pelo PSD) a 30 de Janeiro passado, pelo distrito de Coimbra, com especial destaque para a sua eventual intervenção sobre o IC 6 e o IP 3, no âmbito do debate do Orçamento do Estado para este ano ?   Pois desconhece-se-lhes qualquer intervenção específica na matéria pelo que será legítimo concluir que ficaram mudos e quedos…ou então que nos esclareçam a propósito. É que, e segundo o Ministro da tutela, lá estamos com o IC 6 e o IP 3 outra vez adiados !  Até quando?

“Quo Vadis ”  (aonde vais)  António Costa e nosso “Primeiro” ?

Vamos lembrar a ainda recente “visita” (21 de Maio) do Primeiro-Ministro de Portugal, António Costa, à Ucrânia e em especial a Kiev, cidade hoje dramaticamente muito conhecida apesar de também muito destruída pela guerra.

Recordar ainda a inopinada divulgação dessa visita feita dias antes pelo Presidente da República que, em Timor, bateu com a presidencial “língua nos (presidenciais) dentes” para “arrelia” de António Costa que não queria divulgar previamente a sua visita a Kiev por (alegados) motivos de segurança pessoal.  Compreende-se a vontade por tanta cautela porque a presença de um Primeiro-Ministro de país membro da NATO e da União Europeia, entidades que asseguram todo o apoio financeiro, militar e em serviços especiais de informação e segurança, a uma das partes beligerantes, a Ucrânia, este nosso Primeiro-Ministro poderia oferecer um “alvo” muito tentador no cenário desta guerra travada, como é sabido, também de formas muito electrónicas, furtivas e eficazes…

Enfim, com a divulgação prévia desta visita oficial à Ucrânia, aconteceu um passo desencontrado no “tango” político e institucional que habitualmente dançam a dois – “agarradinhos” – Presidente da República e Primeiro-Ministro…

E para lá foi e por lá andou António Costa, em plena guerra, deixando aos “chefes” ucranianos algumas promessas e meias promessas.  Mas aqui e agora não é esse aspecto que queremos analisar embora até seja o mais relevante no contexto da contenda.

António Costa arriscou-se muito em Kiev com a transmissão em directo pelas televisões !

Entretanto, com óbvia estupefação, acabámos por ver as televisões a transmitir – supostamente em directo – António Costa, de colete vestido, a entrar e a sair de bairros em ruínas de Kiev pelo menos!

O inesperado dessa revelação levou-nos a pensar que haveria algum engano com tais imagens, mesmo alguma montagem manipuladora…   Mas parece que não, que o “passeio” de António Costa ao ar livre por dentro de Kiev e da guerra, aconteceu mesmo assim, em directo e, no dia seguinte, até houve comunicação social escrita a destacar a imprudência…

Ou seja, que andou António Costa a fazer nesses preparos em Kiev, e para quê afinal ?  Então, Primeiro-Ministro de Portugal e “seus” serviços especiais de segurança pagos pelo Estado Português ?!  Então, o Senhor atira-se assim, peito feito, para o meio de uma guerra e com direito a transmissão em directo pelas televisões ?!  Será que uns e outros desconhecem o risco em que se meteram com tamanha irresponsabilidade ?  Será que os Senhores todos, a começar pelos serviços secretos e de segurança pessoal do nosso Primeiro-Ministro, não sabem que um “funcionário” de Embaixada ou dos serviços secretos da outra parte beligerante nesta guerra, a Rússia, pode ter dado essa informação em tempo real ?  E que, de imediato, por exemplo, um “drone” telecomandado poderia ter lançado um míssil letal e assim atingido e feito explodir o Primeiro-Ministro de Portugal, cinco ou dez minutos após ter sido “triangulada” (definida), electronicamente e por via satélite, a sua exacta localização em Kiev como aliás noutro sítio qualquer ainda por cima ao ar livre ?!…  Claro que não podem desconhecer estas hipóteses tão reais como a própria vida…e como a morte !

Então, porquê e para quê se arriscou imprudentemente António Costa ?   Só ele e os mais próximos saberão mas eu contesto vivamente as suas decisões no caso em apreço.  Se lhe tivesse acontecido algo de muito grave isso começaria por ser mau para ele próprio, seus familiares e amigos.  E teria más repercussões factuais e emocionais em Portugal e nos Portugueses que uma coisa é ter um Primeiro-Ministro vivo mesmo que se não tenha votado nele, e outra coisa muito diferente é ficar sem ele, morto de repente, numa guerra “dos outros” !   Ao mesmo tempo, isso daria ainda mais pretexto aos “inflamáveis de turno” para acirrar ainda mais esta guerra violenta e perigosa.  E para insistirem na teoria “mercenária” de que os russos é que são os únicos “maus da fita” e que quantos mais deles morrerem nesta guerra melhor será para a “segurança da Europa”, quiçá para a “democracia”…

Eu quero aqui reafirmar que foi uma grave irresponsabilidade, é propaganda “tóxica”, o “passeio” político de António Costa pelas ruas de Kiev, no meio da guerra, e a exibir-se no acto com transmissão em directo nas televisões !

“Quero ´dançar´ sozinho em grandiosos salões !” – parece ser desejo de António Costa…

Mas, já agora, com a sua “aventura” em directo desde Kiev, talvez que o nosso Primeiro se tenha deliberadamente abalançado a potenciar uma eventual “campanha” política a algum alto cargo desta União Europeia.  Quem sabe ?… A acontecer, Portugal ficará demasiado pequeno para tão grande personalidade.  E lá teremos mais um passo desencontrado no tal “tango” político e institucional dançado a dois – mas já “desagarradinhos” – o Presidente da República e o Primeiro-Ministro.   E nós a “pagar as facturas”…

Mais bom senso!  Haja tino !

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