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Assembleia Municipal pretende ratificar destituição António Lopes que considera este acto mais uma ilegalidade

Idoneidade precisa-se. Autor: António Santos Lopes.

Recebi as facturas da água e tratamento de esgotos bem como os preços, por m3, destes serviços, que tinha solicitado. Como pude constatar, os números agora fornecidos são bem diferentes de todos os anunciados pela Câmara Municipal, em todas as intervenções que aconteceram sobre o assunto. Lamentavelmente, também são diferentes dos que nos foram fornecidos do estudo da Equipa Multidisciplinar, que, vá lá saber-se porquê, não apresentavam as premissas para se poder ajuizar o real custo dos serviços.

Historiando. Em 28 de Dezembro de 2013 (ver página 28 da acta desse dia da Assembleia Municipal), o Sr. Presidente da Câmara anunciou um deficit destes serviços no montante de um milhão e quatrocentos mil euros. No mesmo dia e Assembleia foi fornecido um documento onde se anunciava um deficit de 1.101.991,00 euros e a intenção de o reduzir, em 2014, num total de 500 mil euros. Página de rosto, em letras garrafais. Na primeira página, última linha, dizia-se que o deficit em 2012, o último número disponível e conhecido, era de 1.000.521,00 euros. Na reunião de Câmara, do passado dia 5 de Fevereiro, o Sr. Presidente, baseado não sei em que informação, depois dos habituais “cumprimentos à oposição” (sem vaidade acho que era para mim) vem dizer-nos que reduziu o deficit em 700 mil euros e que o pretende reduzir em 750 mil euros em 2015. Logo o deficit será de 1.450.000,00 euros… Será?

Depois dos números, retirados de documentos da Câmara, que acabo de enunciar, qual é o valor do deficit?

Recorrendo à mesma acta de 5 de Fevereiro, diz o Senhor Presidente que o custo dos fornecimentos da Águas do Zêzere e Côa, água e tratamento de esgotos, é de 1.787.000,00 euros… As facturas que me foram enviadas no dia 20 de Março somam 1.640.533,53 euros. Sem IVA, que não é um custo, importam em 1.547.673,14 euros, o que traduz um diferencial de menos 239.326,86 euros. Mas, no mesmo dia e na mesma acta, diz-se que o consumo de água foi de 1.074.000 m3 e o tratamento de esgotos foi de 749.200 m3. Ora, com os números do preço por m3 que me foram fornecidos, estes serviços deviam ter custado 1.279.112,44.

Qual é o valor do custo do fornecimento de água e tratamento de esgotos?

Ainda segundo a mesma acta de 5 de Fevereiro, a receita destes serviços e fornecimentos foi de 1.407.000,00 euros, dizendo-se que, o aumento verificado aos Munícipes, foi de 377 mil euros. Só que os aumentos dizem respeito a nove meses. Corrijam-me se assim não for. Logo, para as contas terem alguma lógica, os custos e receitas têm de ter o mesmo prazo temporal. Não é o caso. Projectando o aumento, dividindo os 377 mil por nove meses e multiplicando por doze, temos um aumento anual de 502.666,65 euros (pensamos que é superior). O anúncio, em 28 de Dezembro de 2013, foi de aumentar 400 mil. Deixámos os nossos números, feitos à pressa, pois só tivemos os dados dois dias antes da AM, que não diferem muito dos que agora apresentamos, com base nos números e informações da Câmara.

Pedi para serem contraditados. Até hoje, nada. O que o Senhor Presidente da AM me responde ao meu pedido de agendamento de um ponto de ordem na AM, é que o assunto já foi discutido na última Assembleia. Não foi, Senhor Presidente. Os Senhores não querem discutir nem querem honrar o “TUDO PELAS PESSOAS” a que nos comprometemos. Querem impor. O Senhor prestou-se àqueles “números de teatro” e colocou o Sr. Presidente da Câmara a ofender-me, sempre, e imediatamente a seguir ao meu uso da palavra, o que é uma novidade, e a que chamei de tratamento personalizado.

Disse o Senhor Presidente da Câmara que “alguns” nem queriam discutir. Querem, Senhor Presidente. O que não querem é ouvir mentiras sucessivas e repetidas.

Porque querem discutir, e não abdicam de o fazer, volto a solicitar o agendamento de um ponto de ordem. Mais. Sugiro, tal como prevê a lei e a discussão séria impõe e como sugerido pelo Senhor presidente da Câmara, que se marque uma reunião com uma comissão da Assembleia Municipal e se acabe, de vez, com esta vergonha de não se dizer duas vezes o mesmo número. Outro tanto, já aconteceu com as Contas da EXPOH, onde também não desistimos de saber qual o número certo. Custe o que custar, acabaremos por saber. Mais que a política preocupa-me a idoneidade do Município.

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Assembleia Municipal pretende ratificar destituição António Lopes que considera este acto mais uma ilegalidadeAutor: António Santos Lopes.

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