Home - Últimas - INEM transfere helicóptero de Viseu para Loures (Lisboa) e abandona a zona Centro, Viseu repudia decisão

INEM transfere helicóptero de Viseu para Loures (Lisboa) e abandona a zona Centro, Viseu repudia decisão

O helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) que está colocado no Aeródromo Municipal de Viseu vai ser transferido na quinta-feira para o Heliporto de Salemas, em Loures, anunciou ontem o INEM. A aeronave estava em Viseu teoricamente até se resolverem os problemas com o Heliporto de Santa Comba Dão, uma situação que se arrastou e o helicóptero passa para Loures, Lisboa.

.O INEM justifica esta transferência com o facto deve-se ao facto de estar a terminar o “limite temporal definido” na altura da mudança para o Aeródromo Municipal de Viseu. O INEM diz ainda tratar-se de uma “relocalização temporária” que se prevê estar resolvida a curto prazo e expressou a vontade de “ter um helicóptero na região Centro” por ser a “localização adequada” para assegurar a melhor cobertura possível de todo o território.

A aeronave vai ficar em Salemas “até que seja implementada uma solução definitiva que permita a certificação do Heliporto de Santa Comba Dão como Base Permanente”, explica o INEM em comunicado, adiantando que esta solução está “a ser trabalhada entre as entidades responsáveis, tendo sido garantido a criação das condições necessárias para a Certificação do Heliporto num curto espaço de tempo”. A mudança para Salemas é feita “de forma a manter a operacionalidade deste meio aéreo, sempre no cumprimento estrito de todos os requisitos e normas aplicáveis à operação aeronáutica”, de acordo com o comunicado.
.
O instituto garante que a cobertura continua a estar assegurada em toda região Centro, tanto pelo helicóptero de Macedo de Cavaleiros como pelo de Salemas. Além destas duas aeronaves, há ainda uma sediada em Évora e outra em Loulé.
.
O helicóptero estava sediado no distrito de Viseu desde Outubro do ano passado, quando o instituto foi notificado que teria de “suspender imediatamente a sua actividade” no Heliporto de Santa Comba Dão, uma vez que a infra-estrutura “não estava certificada como Base Permanente para Emergência Médica”. A decisão foi comunicada pela empresa Babock, responsável pela gestão da operação, aeronavegabilidade permanente e manutenção do Serviço de Helicópteros de Emergência Médica (SHEM) do INEM. Na altura, o INEM transferiu de imediato o helicóptero para o Aeródromo Municipal de Viseu, ciente de que “a solução encontrada era limitada no tempo”.

.

O presidente da Câmara de Viseu já repudiou a decisão. “O município de Viseu foi surpreendido esta segunda-feira, 1 de Junho, com o anúncio público do INEM da deslocalização do helicóptero actualmente estacionado no Aeródromo Municipal Gonçalves Lobato, para o Heliporto de Salemas, em Loures”, afirma o presidente da câmara, António Almeida Henriques, em comunicado. O autarca afirma que o município “estranha e lamenta” ter tido conhecimento desta decisão “através da comunicação social” e também por a deslocalização “ser já no dia 04 de Junho, para Loures, na Área Metropolitana de Lisboa”. “O município de Viseu repudia a saída deste importante meio de emergência médica da região, constatando e lamentando os argumentos pouco sólidos que estão na base desta decisão”, adianta o comunicado.

Almeida Henriques defende que “esta decisão maltrata, mais uma vez, os territórios do Interior, afastando este importante meio do seu âmbito de acção”, além de que “a região de Viseu perde também as equipas e a VMER [viatura médica de emergência e reanimação] que estavam afectas à aeronave”. O comunicado acrescenta que, “em Outubro de 2019, o INEM, na pessoa do seu presidente, solicitou ao município de Viseu a permanência do seu helicóptero no aeródromo municipal, devido à inoperacionalidade do heliporto de Santa Comba Dão”. “O Município de Viseu acedeu a este pedido, não só pelo facto de o nosso aeródromo reunir as condições necessárias para o satisfazer, mas também para, desta forma, garantir que a aeronave permanecia na região de Viseu”, explica.

Almeida Henriques lembra ainda que “deixou bem claro, desde o início, que nada fizera para ter o helicóptero em Viseu, assim como nada faria para que o mesmo não regressasse a Santa Comba Dão, logo que e se as condições o permitissem”. “Viseu apenas e só defendeu os interesses da região, mantendo uma aeronave fundamental no socorro às populações”, esclarece António Almeida Henriques no comunicado.

LEIA TAMBÉM

Vereadores do PSD querem dar nome do atleta olímpico Luís Jesus à pista do Estádio Municipal de Tábua

O PSD de Tábua pretende dar o  nome do atleta tabuense Luís Jesus à pista …

Bombeiros da Guarda colocam dispositivo fora do quartel para evitar contágios da COVID-19

Os bombeiros Voluntário da Guarda, uma cidade particularmente afectada pela COVID-19, instalaram o dispositivo de …