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José Carlos Alexandrino

José Carlos Alexandrino atira com números gastos pelo PSD em 2009, quando confrontado com pedido de contas da EXPOH 2015 e Feira do Queijo

Quando foi confrontado, durante a última reunião aberta da reunião de Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, com o pedido de contas da EXPOH 2015 e da Feira do Queijo, bem como o preço pago pelo almoço no feriado municipal, que contou com mais de duas centenas de convidados, o presidente da autarquia não forneceu os números ao vereador do PSD, João Brito. Alegou que precisa de “muito cuidado na altura de as contas, porque há quem goste de brincar com números”. José Carlos Alexandrino, porém, resolveu lembrar ao social-democrata que a autarquia liderada pelo PSD gastou em 2009 num só espectáculo 54 mil euros e 29748 euros em fogo-de-artifício.

Fonte próxima do antigo presidente Mário Alves disse ao CBS que as realidades são diferentes de 2009 para 2015 e o que foi gasto naquele ano “era por certo dinheiro que podia ser gasto e foi tudo feito de forma transparente” e que José Carlos Alexandrino se deve limitar a apresentar as contas que lhe são pedidas”. “Estamos em 2015, com uma realidade económica completamente diferente daquela altura, em que José Sócrates até aumentou os funcionários públicos e reduziu no IVA.”, explica esta fonte.

José Carlos Alexandrino porém, sublinhou, que o que se gastou naquele ano “dava para fazer duas feiras do queijo e duas ou três EXPOH”, atirou José Carlos Alexandrino, enquanto João Brito insistia que apenas queria saber as contas dos dois eventos e do montante gasto no almoço. O autarca, contudo, preferiu relembrar os números de 2009 que se encontram num relatório da Inspecção Geral de Finanças. “Um espectáculo custou 54 mil euros, sem qualquer retorno para o concelho. Nunca houve um espectáculo que custasse tanto. Se nenhum retorno para o concelho”, insistiu o líder da autarquia que desafiou João Brito a ler o Anexo 10 do referido relatório. “Nesse tempo não havia prestação de contas”, reforçou o líder da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital.

O autarca questionou depois João Brito se conhecia o senhor António Manuel da Silva Mendes. Perante a negativa do social-democrata, o autarca insistiu: “Não conhece ninguém que tenha esse nome nas Quintas de São Pedro?”, o vereador da oposição admitiu que sim.  “Já Sabe?”, referiu Alexandrino, lançando de imediato uma pergunta: “Quer saber quanto foi gasto naquele ano em fogo-de-artifício? Foram gastos 29748 euros. Faltam 212 euros para 30 mil euros”, resumiu José Carlos Alexandrino, sublinhando que sobre o “resto” não queria falar. Estes valores referem-se a um contrato, de fogo de artifício, estabelecido em 12 de Agosto de 2009 com António Manuel da Silva Mendes, para a animação de Praias Fluviais e Festa de Sant’Ana.

Estes argumentos não colhem junto daqueles que próximos da gestão de Mário Alves. “Não entendo como é que perante a pergunta de um vereador sobre as contas deste ano, o senhor presidente resolve responder com números de 2009. Ele tem de prestar as contas dele, não ir buscar números do passado em que tudo foi feito de forma transparente e foram prestadas as devidas contas”, continua um elemento com ligações ao anterior executivo. “Ao Mário Alves a oposição socialista pedia-lhe as contas e ele fornecia-as, com transparência. É o que José Carlos Alexandrino tem de fazer”, sublinha, adiantando que o autarca deveria estar mais preocupado, por exemplo, em “esclarecer de forma cabal os contratos de limpeza dos rios” e outros realizados “aparentemente para manter pessoas em determinados lugares”.

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