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José Carlos Alexandrino considera “desoladora” informação do abandono da conclusão do IC6

O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital não se conforma com o eventual abandono, nos tempos mais próximos, da construção do IC6 por parte do actual governo. José Carlos Alexandrino, que falava ontem ao final da tarde na cerimónia de inauguração da sétima edição da EXPOH (Feira Regional de Oliveira do Hospital), que se prolonga até 7 de Agosto, referiu, perante o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, que aquela informação que foi divulgada pelos deputados do PSD, a ser verdadeira, “é desoladora”. O autarca reafirmou mesmo que tinha um acordo estabelecido com o presidente das Infraestruturas de Portugal, António Ramalho, para a construção de um pequeno troço do IC6, entre o Poço do Gato e a Zona Industrial de Oliveira do Hospital. E deixou a ideia de que não vai ficar de braços cruzados.

Começou logo por aproveitar a presença daquele membro do governo para deixar um apelo para que a obra avance. “Somos um povo duro e contarão com a nossa dureza para que não se esqueçam que lutaremos pelo que temos direito”, referiu, lembrando que a região considera o IC6 fundamental para “desafiar o futuro com mais confiança”. “Nós precisamos de lutar mais que outros territórios que já têm auto-estradas por todo o lado. Não queremos uma auto-estrada. Queremos uma estrada digna desse nome”, frisou, num ponto em que contou com o apoio do Presidente da Câmara Municipal de Arganil, Ricardo Pereira Alves, que reforçou, na sua intervenção, a importância daquela estrutura rodoviária para a indústria e população da região.

O secretário de Estado reconheceu o problema das acessibilidades ao concelho de Oliveira do Hospital. Mas limitou-se a referir que é necessário lutar pelo desenvolvimento “com as armas que” existem, lembrando que aquele tema não faz parte do seu Ministério e que não se podia intrometer. Mas deixou um desejo. “Espero aquilo que está em concurso passe rapidamente [numa alusão à requalificação da EN17] e o restante [IC6] que siga o seu caminho”, disse, assegurando, contudo, que não será o seu ministério a colocar entraves. “Não será pelo Ministério do Ambiente que a obra não se concretizará”, explicou.

22 milhões de euros em obras no concelho desde 2009

O governante Carlos Martins aproveitou o momento para elogiar o trabalho feito pelo município de Oliveira do Hospital no âmbito do ambiente e no empenho demonstrado por José Carlos Alexandrino no desenvolvimento desta área, apresentando projectos a concurso para resolver alguns problemas que ainda subsistem. Não escondeu igualmente alguma admiração pela dinâmica mostrada pela EXPOH e pela cidade de Oliveira do Hospital de uma forma geral. “Não se encontram 150 stands em muitas feiras, nem no litoral. É sinal de que há um conjunto de actores que em parceria estão a construir algo positivo”, referiu, não se esquecendo de apontar que um dos stands representando uma empresa de Oliveira do Hospital vai ficar para sempre na memória do seu filho. “Reparei que está aqui o Ristorante-Pizzería L’Artista, foi aquele restaurante que levou o meu filho a gostar de pizzas. Mudou-lhe os hábitos alimentares”, contou.

José Carlos Alexandrino, por seu lado, agradeceu aos comerciantes e industriais a adesão ao evento, mesmo num período complicado como é o das férias, mas não escondeu que esta não é ainda a feira com que sonha. Embora, considere, que dá vida ao concelho e eleve a auto estima dos oliveirenses. No seu pensamento permanece a angústia de, mais uma vez, não ter ali representada “a indústria têxtil que faz os melhores fatos do mundo”. A explicação é simples: não há espaço. Sublinhou ainda que o evento implica um custo a rondar os 125 mil euros, mas, aqui, não resistiu a uma das suas tiradas, afirmando “que há jornalistas” que se esquecem que também existem receitas para abater a essa verba. “Não sabem fazer contas de subtrair”.

Lembrou, depois, que Oliveira do Hospital já não é aquela cidade algo amorfa que encontrou quando assumiu o poder em 2009. “Está mais dinâmica, com gente nas ruas”, frisou, fazendo notar que nos seus mandatos já foram investidos 22 milhões de euros em obras e tudo isso numa altura em que o país entrou numa grave crise económica “em que as verbas começaram a escassear”. “Ainda me recordo quando não existia o centro de camionagem e as pessoas tinham de esperar pelo autocarro à chuva protegidos por um guarda-chuva ou a necessidade de um mercado municipal. Temos construído um concelho melhor”, concluiu.

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