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“José Carlos Alexandrino é que devia pedir perdão aos oliveirenses por aquilo que não fez ao longo de 12 anos”

O Partido Comunista de Oliveira do Hospital considera que o ministro das Infra-estruturas e da Habitação, quando visitou o concelho a 7 de Outubro, nas comemorações do feriado municipal, não foi além de “declarações empoladas por paternalismo serôdio em relação à nossa Região e suas Gentes”, mostrando-se “incapaz de estabelecer um compromisso claro do Governo quanto ao avanço da Obra do IC6″. Aquela força política critica, por outro lado, o ainda presidente de Câmara, José Carlos Alexandrino, por pretender “que lhe venham a pedir perdão aqueles que têm feito críticas quanto aos sucessivos atrasos no arranque daquela via”.

“São muito despropositadas as declarações feitas na mesma ocasião pelo  (ainda) Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital  que, depois de ter passado tês mandatos (12 anos…) e, de entre outras tiradas espalhafatosas, a ameaçar várias vezes que não se voltaria a candidatar à Câmara caso o IC 6 não avançasse, vem agora expressar uma espécie de “vingança” pessoal – “pedirem-lhe perdão”, a ele – sobre quem tem feito críticas quanto aos sucessivos atrasos no arranque da obra do IC 6.  De facto, ele é que já devia ter ´pedido perdão´ aos Munícipes por tanta promessa por cumprir ao longo dos últimos 12 anos, pelo menos”, acusam.

Referindo que o Itinerário Complementar nº 6 – o I C 6 – um dia vai avançar “e quem estiver vivo o saberá”, os comunistas dizem que depois de tanta promessa não cumprida por parte de sucessivos governos e autarcas do PS, do PSD e do CDS/PP, é já tempo da Obra do IC 6 arrancar a curto prazo. “No recente dia 7 de Outubro, em Oliveira do Hospital, durante as cerimónias do Feriado Municipal e Dia do Município, foi a vez do Ministro das Infra-estruturas e da Habitação cá vir como “convidado” a participar nessas cerimónias comemorativas.  E lá falou sobre o IC 6, afinal a razão principal para a sua vinda.  Porém, e para lá de umas declarações empoladas por paternalismo serôdio em relação à nossa Região e suas Gentes, ele, o Ministro da tutela num Governo PS a meio da legislatura normal, não “conseguiu” expressar um compromisso claro do Governo quanto ao avanço da Obra do IC 6 e seu financiamento mais provável”, acusam.

Aquela força política aproveita ainda para recordar que a Resolução do Conselho de Ministros nº 46-A/2021, de 3 de Maio, aponta para uma obra faseada até 2026 (para já…) e com um orçamento total para 38 milhões de euros repartidos por – 2024 – 25 – 26 – com verbas a prover a partir do chamado “leilão das frequências ´G5´”. “Mas, por agora, anunciou o Ministro das Infra-estruturas, vai ser feito um novo ‘estudo de impacto ambiental’ – quantos são já? – para o troço que atravessa o concelho de Oliveira do Hospital até ao ‘nó da Folhadosa’, este no concelho de Seia. Tenha-se, porém, em conta que, a 7 de Outubro, o Orçamento do Estado para 2022 já estava na iminência de ser aprovado em Conselho de Ministros e em vésperas de dar entrada, para discussão e votação, na Assembleia da República ou seja, exigia-se outro nível de informação e compromisso por parte do Ministro e não apenas escusas várias e muito no vago”, sublinham.

E, a terminar, não se esquecem de acusar José Carlos Alexandrino, que se prepara para abandonar a presidência da autarquia, sobre as posições que tomou ao longo dos seus mandatos em relação a esta obra. “Na circunstância, também são muito despropositadas as declarações feitas na mesma ocasião pelo (ainda) Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital que, depois de ter passado tês mandatos (12 anos…) e, de entre outras tiradas espalhafatosas, a ameaçar várias vezes que não se voltaria a candidatar à Câmara caso o IC 6 não avançasse, vem agora expressar uma espécie de ‘vingança’ pessoal – ‘pedirem-lhe perdão’, a ele – sobre quem tem feito críticas quanto aos sucessivos atrasos no arranque da obra do IC 6. De facto, ele é que já devia ter ‘pedido perdão’ aos Munícipes por tanta promessa por cumprir ao longo dos últimos 12 anos pelo menos”, sublinham, concluindo que a autarquia devia, pelo menos, “recuperar e sinalizar as Estradas Municipais mais carenciadas”.

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