“Não me congratulo com o momento em que cheguei a presidente da câmara. O momento não é brilhante…”

Na época desportiva de 2010/2011 a câmara municipal vai gastar no desporto federado – só em subsídios – 242.500 euros.

No futebol, a maior verba vai para a AD Nogueirense, num montante de 70.000 euros, por ser a única equipa do concelho a militar na III divisão do campeonato nacional.

Numa breve explicação sobre as novas regras para atribuição de subsídios ao desporto federado – foram hoje aprovadas, por unanimidade, em reunião do executivo camarário – José Carlos Alexandrino disse tratar-se de um valor “exatamente igual” àquele que também era atribuído ao FC de Oliveira do Hospital quando disputava o nacional.

Na presente época, o FCOH, que joga no distrital de honra da AF de Coimbra, vai receber 45 mil euros. A Associação Desportiva de Lagares da Beira, da 1ª divisão distrital, tem direito a 20 mil euros, enquanto que a equipa sénior do FC de Oliveira do Hospital, que se encontra a disputar a III divisão do campeonato nacional de hóquei em patins, receberá 17.500 euros.

Para o Sampaense Basket – “o clube mais representativo do concelho”, conforme referiu Alexandrino numa alusão ao facto de ser a equipa que se encontra no escalão de topo do basquetebol nacional, a liga portuguesa – vão ser atribuídos 75 mil euros.

Neste pacote de subsídios, foram ainda contempladas, com uma verba de 7 mil e 500 euros cada, as equipas seniores de futsal da Liga de Melhoramentos de Nogueira do Cravo e da Sociedade Recreativa de Santa Ovaia.

Nos novos critérios ficou também estipulado que, tanto no futebol como no basquetebol, as equipas perdem 25 mil euros de apoio camarário em caso de despromoção. Se houver promoção, terão direito a um aumento de 25 mil euros, mas – conforme referiu Alexandrino– “é preciso que haja dinheiro…”.

“Não me congratulo com o momento em que cheguei a presidente da câmara. O momento não é brilhante”, disse o autarca eleito pelo PS numa referência aos constrangimentos financeiros com que os municípios portugueses vão ter que lidar nos próximos tempos.

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