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Judiciária investiga alegado esquema de “triangulação” em Santa Ovaia

Eleitos da anterior junta de freguesia de Santa Ovaia e empresários do setor da construção estão a ser ouvidos pela Polícia Judiciária, que se encontra a investigar um alegado esquema de “triangulação” na execução de trabalhos naquela localidade.

Ao que tudo indica motivada por uma queixa de um ou mais envolvidos no suposto esquema, a investigação tem incidido no modo de atuação da ex Junta de Freguesia de Santa Ovaia e de pelo menos três empresas do setor de construção e manufaturação de pedra sedeadas na zona. Em causa está- como apurou o correiodabeiraserra.com – um esquema de “triangulação” que pressuponha um alegado acordo prévio entre a Junta de Freguesia e aquelas empresas na execução de obras, muros e outros arranjos, em Santa Ovaia.

No âmbito da investigação, os anteriores tesoureiro e secretária da Junta de Freguesia já foram ouvidos pela Polícia Judiciária, assim como alguns dos empresários envolvidos.

 “Sempre usei carros e meios meus para a Junta de Freguesia e até cheguei a entregar o ordenado para obras que era preciso fazer”

Contactado pelo correiodabeiraserra.com, o ex presidente da Junta de Freguesia de Santa Ovaia e atual presidente da União de Freguesias de Santa Ovaia e Vila Pouca da Beira afirmou ter conhecimento da investigação, mas disse desconhecer o motivo pelo qual a mesma se encontra em curso. “Sei que o tesoureiro e a secretária já foram ouvidos, mas a mim ainda ninguém me contactou para nada”, afirmou a este diário digital. “Quem está metido nestas coisas pode cometer alguma irregularidade, mas nunca de forma premeditada”, afirmou, porém, Licínio Neves que, apesar de visivelmente incomodado com a investigação em curso assegura “estar de consciência tranquila”. “Durmo bem com a minha consciência”, referiu o autarca.

No exercício do segundo mandato consecutivo, Licínio Neves está expectante quanto ao resultado da investigação, até porque – como referiu- tem-se pautado por uma conduta sempre em benefício da Junta de Freguesia e não o contrário. “Sempre usei carros e meios meus para a Junta de Freguesia e até cheguei a entregar o ordenado para obras que era preciso fazer”, disse o autarca.

Para além de autarca, Licínio Neves é também empresário do setor de manufaturação e comercialização da pedra. Garante, porém, que a empresa de que é proprietário não está a ser obejto de investigação por parte da Polícia Judiciária.

Contactada pelo correiodabeirserra.com, a diretoria do Centro da Polícia Judiciária escusou-se a avançar qualquer informação sobre a investigação.

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