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Junta de Freguesia do concelho de Celorico da Beira quer que o presidente da Câmara explique à população projecto de supressão de passagem de nível

A supressão de uma passagem de nível em Celorico Gare, no concelho de Celorico da Beira, que ontem foi adjudicada pelas infra-estruturas de Portugal, desagrada à população daquela localidade, uma vez que o trânsito da EN 102 será desviado, deixando de passar no centro da povoação, retirando movimento ao comércio local. A Assembleia da Junta de Freguesia de Fornotelheiro já deliberou por unanimidade solicitar ao município uma reunião com a presença do presidente da autarquia, Carlos Ascensão, para apresentação à população do projecto de execução delineado para a supressão da passagem de nível. Pedem ainda que o município convoque os responsáveis das infra-estruturas para que sejam discutidas todas as alternativas possíveis.

Os elementos da Assembleia de Freguesia pretendem uma discussão de projectos alternativos à variante. Defendem ainda a “execução de um estudo de oportunidades para Celorico Gare como forma de compensar e poder atrair pessoas”. “Esse estudo deve ser efectuado por técnicos credenciados na área do turismo, de preferência solicitando ao Turismo do Centro com acompanhamento dos técnicos municipais. Paralelamente, solicitar ao Instituto Politécnico da Guarda ou outra instituição reconhecida a realização de um estudo que avalie os pontos fortes, as ameaças e as oportunidades para Celorico Gare”, refere o documento que seguiu para a autarquia e a que o CBS teve acesso. Na missiva, os autarcas apontam mesmo alguns aspectos que poderiam servir de compensação, como a possibilidade de criar uma “praia fluvial ou piscinas artificiais para a Ribeira dos Tamanhos, em Celorico Gare na zona da ponte da EN102 ou em alternativa, na Zona da Escola, um complexo desportivo ou apenas piscinas artificiais.

Os elementos da Assembleia de Freguesia lembram que, segundo a lei, a suspensão da obra é possível. E citam a lei: “verificando-se a existência de condições para a supressão ou reclassificação da passagem de nível e havendo oposição a tal por parte da Câmara Municipal respectiva, pode, excepcionalmente e por tempo limitado, ser mantida a situação existente”.

Insistindo que Celorico Gare tem atractivos que podem rapidamente desaparecer, como cafés, restaurantes, estação de comboios com paragem do Intercidades, posto dos CTT, clínica médica e multibanco, os autarcas sublinham que esta obra vai “levar a mais desertificação do centro de Celorico Gare e desvalorização do património imobiliário”. “Não podemos impedir que nos queiram vender como progresso, mas podemos minimizar os seus danos e valorizar o que temos de melhor, nomeadamente as pessoas e a sua qualidade de vida”, concluem.

 

 

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