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Lagos questiona obras da EN 17 e conclusão do IC6, Alexandrino admite convocar novos protestos

O eleito do CDS/PP na Assembleia Municipal da Câmara de Oliveira do Hospital não se conforma com a demora no lançamento das obras de requalificação da Estrada Nacional 17, nem com o silêncio existente em relação ao IC6 e pediu explicações ao executivo liderado por José Carlos Alexandrino. O autarca reconheceu que, de facto, é “uma vergonha o que se passa” na Estrada da Beira e admitiu que se deve começar a pensar em “sair à rua se não houver respostas rápidas”.

“O não lançamento da adjudicação das obras de requalificação da EN 17 é uma vergonha. Não compreendo porque é que o Governo ainda não lançou as obras. Não podemos andar a fazer manifestações e agora ficar aqui calados como ratos. Se não houver respostas sobre estes dois assuntos rapidamente devemos começar a pensar numa data para novas manifestações. Devemos sair à rua para incomodar quem está no poder”, respondeu o presidente do município, sublinhando que tem “feito contactos” e tem tido alguma paciência que já lhe começa a “ faltar”. José Carlos Alexandrino disse ainda estar convencido que terá a solidariedade do PS local nestas manifestações. “Se isso não acontecer deixarei de ter condições políticas para continuar a ocupar este cargo”, frisou.

Esta resposta surgiu depois de Luís Lagos ter lembrado que ele próprio participou em manifestações em defesa desse dois projectos contra um governo patrocinado pelo seu próprio partido e agora assiste a um silêncio ensurdecedor quando nada é feito. “Passou quase um ano, mudaram ministros e continua tudo na mesma”, acentuou o agora o novo presidente da Distrital de Coimbra do CDS, que acusou também o executivo da autarquia de “número político” quando anunciou o regresso de competências ao Tribunal de Oliveira do Hospital.

[A recuperação das competências do Tribunal] foram um pouco de nada”

“O senhor presidente diz que não gosta de números políticos, mas a reorganização judiciária foi anunciada com pompa e circunstância e gostaria de saber que competências foram devolvidas ao Tribunal de Oliveira do Hospital, porque quando falo com os actores judiciais do concelho dizem-me que é um pouco de nada. E fazer um número político com um pouco de nada, querendo vender à população de Oliveira do Hospital que recuperámos as competências por inteiro, isso é no mínimo pretender defraudar a população”, acusou Luís Lagos.

José Carlos Alexandrino negou que tenha feito qualquer aproveitamento político e reconheceu que nem todas as competências vão voltar ao tribunal local. Confessou também não saber ainda aquelas que voltarão. “Fizemos tudo para que as competências regressassem, mas reconheço que até ao momento ainda não houve qualquer devolução. Pelos contactos que tenho feito, o que sei é que está para sair uma matriz a nível nacional e que irá haver um despacho para fazer essas devoluções”, explicou, recusando as acusações de Luís Lagos. “Não diga que ando a enganar o povo. O senhor agarra nas minhas palavras, desvirtua-as e depois diz que sou um gajo porreiro e fica tudo bem. É a sua inteligência política a funcionar”, atirou José Carlos Alexandrino, concluindo que se Luís Lagos for candidato a deputado da República é “capaz de ter” o seu voto.

 

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