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Lar de Viseu já tem 29 casos positivos de Covid-19 e presidente da Câmara teme contágios

O presidente da Câmara Municipal de Viseu disse hoje que há, pelo menos, 20 infetados com covid-19 no Lar do Rio Dão, freguesia de Fragosela, 20 são utentes e nove são funcionários. “Os dados de hoje apontam para 20 positivos nos utentes, nove nos funcionários, ao todo são 29 os testes positivos nesta instituição privada que tem 34 utentes e 20 funcionários”, adiantou à agência Lusa António Almeida Henriques.

O presidente da Câmara afirmou que “os restantes elementos estão em isolamento, por uma questão preventiva, até porque, apesar de haver 13 testes negativos não quer dizer que sejam negativos, hoje são, amanhã podem não ser e há um inconclusivo”. “Neste momento, as autoridades de saúde estão a fazer o trabalho que tem de ser feito, junto da comunidade, para ver se encontra linhas de contágio, designadamente dos funcionários desta instituição” do concelho, referiu. Mas, segundo o autarca, “se a instituição já contabiliza 29 casos, certamente vai haver ramificações na comunidade” e, por isso, exige que “se assegure uma resposta sanitária e de saúde na instituição e isso cabe às instituições de nível regional e nacional”.

António Almeida Henriques explicou que no sábado “houve uma reunião de emergência, assim que foram detetados os casos e, imediatamente, a proteção civil municipal agiu de imediato ajudando no terreno e a isolar os casos positivos e a desinfetar o local”. “Encontrámos ainda ontem [sábado] solução para cinco casos mais periclitantes. Um acabou por ser hospitalizado, dois foram alojados numa outra instituição em Viseu, um foi para casa de família e um outro encontrou-se uma solução dentro da própria instituição”, contou.

Neste sentido, o presidente da Câmara disse que a Segurança Social ativou a equipa de intervenção rápida, constituída por um enfermeiro e cinco auxiliares”, mas apontou de imediato para “uma das fragilidades do sistema”. “Estas equipas de intervenção rápida não podem funcionar até às 20:00, porque estamos a falar de uma população extremamente frágil que já tem uma complexa situação. A situação tem de ser mais controlada do que o que está, porque encontrou-se uma solução para as primeiras 24 horas, mas é preciso encontrar respostas mais permanentes para as próximas 24 horas e seguintes”, considerou.

Almeida Henriques afirmou que “é preciso encontrar uma solução permanente de resposta social” e, neste sentido, defendeu que “a segurança social deve assumir a direção técnica da instituição, uma vez que colapsou” a existente, a qual “mostrou uma grande fragilidade na resposta”. “Se colapsou, cabe às entidades sociais encontrar uma solução estável e para além de estável, tem de ter equipas de intervenção a funcionar 24 horas e a fazer prevenção”, exigiu António Almeida Henriques que quer “com isto evitar que muitos dos casos acabem no hospital e colapse o sistema hospitalar”.

 

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