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Líder nacional do CDS continua a ser hipótese “muito difícil” para uma candidatura autárquica em Oliveira do Hospital

O PSD e o CDS recusaram-se ontem a apresentar os nomes que já estão escolhidos para as listas na corrida à Câmara de Oliveira do Hospital. Se o nome de Francisco Rodrigues é dado como certo na liderança da lista, existe também a possibilidade do líder nacional do CDS/PP, Francisco Rodrigues dos Santos, cuja família é oliveirense, surgir como candidato à liderança da Assembleia Municipal oliveirense. Essa possibilidade foi confirmada pelo presidente da comissão política concelhia do CDS-PP. João Duarte, abriu uma excepção, e admitiu que esse nome era um nome para candidatura que está em cima da mesa. Salientou, porém, que a mesma é muito difícil de concretizar e há já outros nomes.

“Uma candidatura dessa magnitude não é fácil. Só essa possibilidade, com a declaração [no final do Congresso Nacional do partido] da sua disponibilidade falou-se mais de Oliveira do Hospital nos dois dias que se seguiram que nos últimos anos. É motivo de orgulho, mas muito complicada de concretizar”, esclareceu, recusando-se a falar em qualquer outro nome, dado que, tal como no PSD, há formalismos a cumprir dentro do partido. “E se existem são para cumprir. Porque, quem não cumpre as regras básicas de funcionamento dos partidos, num momento tão solene como o da apresentação dos candidatos aos principais órgãos autárquicos, não oferece a confiança de poder cumprir sempre com a legalidade e com as normas no desempenho dos cargos autárquicos”, afirmou, numa acusação à forma como o PS anunciou os seus candidatos.

Os responsáveis por esta aliança, de resto, fizeram questão de referir que há a necessidade apresentar as pessoas certas para os cargos. “Os caminhos do futuro exigem que à frente da autarquia estejam pessoas qualificadas, experientes, competentes e com espírito de missão, focadas só e apenas no interesse público e não nas suas carreiras pessoais e políticas”, referiu João Brito, sublinhando que os nomes que vão apresentar “emergem da…sociedade civil”. “Sabemos das suas qualidades e das suas carreiras profissionais, com grandes resultados em diversas áreas; conhecemos, nós e todos os oliveirenses, os seus percursos de vida, sempre comprometidos com os princípios e valores em que esta coligação assenta e as suas experiências, nos domínios profissionais, sociais e também políticos”, frisou.

O líder concelhio do CDS fez ainda questão de que esta candidatura vai promover um rejuvenescimento dos protagonistas políticos.”Temos de apresentar novas caras em toda a lista, que não é apenas o primeiro nome. Queremos gente que não pretenda fazer carreira na política. Que não precise da política para viver. Somos a alternativa. Sabemos que a nossa lista é muito forte”, referiu o centrista, recusando qualquer aliança com o partido Chega num cenário pós-eleitoral. Além do Chega, existe também a possibilidade de surgir uma candidatura da Iniciativa Liberal. “Só estamos preocupados com aquilo que temos de fazer de melhor por Oliveira do Hospital e como vencer estas eleições”, concluiu.

 

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