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Luís Antero entre “os caçadores de sons que nos dão a ouvir Portugal”

O jovem oliveirense, Luís Antero, recolheu sons no Barreiro e deu-os a conhecer a um público de olhos vendados. O trabalho que Antero também vem dinamizando no concelho e na região mereceu destaque no caderno Ipsilon, do jornal Público.

“Luís Antero vendou o público e pô-lo a ouvir, apenas a ouvir. O público ouviu formigas e a água do rio. Ouviu moinhos, histórias de vida de aldeões, ovelhas e chocalhos. Ouviu o sino da Igreja de Nossa Senhora da Graça de Palhais, no Barreiro, captado em tempo real com microfones colocados junto à porta do templo onde aconteceu esse “concerto para olhos vendados” integrado no festival Out.Fest de 2012. Foi no Barreiro que Luís passou parte importante dos últimos dois anos, sempre munido de microfones e gravadores. Gravou sons do Sapal de Coina, da Mata da Machada e da frente ribeirinha do parque industrial do concelho para o projecto Sons do Arco Ribeirinho Sul, uma encomenda da associação cultural Out.Ra (a produtora do Out.Fest) que será desvendada amanhã, às 16h, no Auditório Municipal Augusto Cabrita, com uma exposição, patente até 30 de Março, e um documentário”, assim é feita a referência a Luís Antero no “Ipsilon” do Jornal Público.

O jovem que nos últimos anos se tem entusiasmado com o trabalho de recolha de “sons que o país faz” surge ao lado dos poucos que em Portugal se dedicam àquela prática. Com Paulo Raposo. Luís Antero cria um arquivo de sons gravados que estará disponível na Internet no fim da exposição, que será assinalado a 28 de março, no Augusto Cabrita, com um novo concerto para olhos vendados, desta vez inteiramente preenchido por sons do Barreiro.

“Natural de Oliveira do Hospital, distrito de Coimbra, onde vive, Luís, que tem atualmente 39 anos, é um dos mais ativos portugueses a fazer gravações de campo. Documenta desde 2008 paisagens sonoras, sobretudo a da Beira e a da Serra da Estrela, dos cantares aos sons da natureza. Alguns desses trabalhos deram discos”, lê-se ainda no trabalho que o Público apresentou no passado dia 8 de janeiro e no qual, Luís Antero realça o lema que guia o seu gosto pelas gravações de campo e realização de concertos para olhos vendados: “Muitas vezes paramos para ver, mas raramente o fazemos para ouvir.” “O som ainda é visto como um elemento menor ou com menor peso na nossa paisagem”, lamenta o jovem certo de que aquele paradigma tende a ser alterado por “estas pessoas que fazem recolhas”.

Para breve, Luís Antero reserva um projeto de gravações sonoras no centro histórico de Coimbra. “As gravações de campo são uma espécie de vício muito saudável”, comenta.

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