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Luís Lagos acusa PS de gastar muito, de obrigar os contribuintes a pagar a campanha político-partidária e de ter vereadores que só fazem campanha

O candidato à Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital pela coligação liderada pelo CDS/PP, Luís Lagos, considera que vivemos em democracia, mas uma democracia que classifica como desigual. E, na apresentação dos candidatos às onze Assembleias de Freguesia onde concorre, que hoje decorreu na Casa da Cultura, deu o exemplo do concelho onde é candidato, acusando o PS de gastar mais 70 mil euros na campanha eleitoral que a força política que o suporta e de ainda recorrer ao dinheiro dos contribuintes para fazer campanha político-partidária.

“É uma vergonha gastar 80 mil euros em campanha eleitoral em Oliveira do Hospital, num país que ainda recentemente esteve sobre intervenção da troika”, começou por referir para a seguir adiantar que a coligação da qual faz parte vai ser rigorosa e gastar com critério, apenas sei mil euros. “Mas ao PS não lhe chegam os 80 mil euros. Ainda tem necessidade de ir aos bolsos dos contribuintes. Vimos agora sair o Boletim Municipal que chegou à caixa de correio dos oliveirenses que não é mais que campanha político partidária à custa do bolso dos contribuintes. É vergonhoso”, explicou.

Luís Lagos voltou também a lembrar uma das bandeiras da coligação liderada pelos centristas passa por reduzir o número de vereadores. “Sentimos que há vereadores a mais. Vamos ao supermercado e quase encontramos um vereador, abrimos a porta do carro e temos um vereador à porta. Não estão a trabalhar nos gabinetes em prol do desenvolvimento da indústria, da educação, da saúde, da sociedade oliveirense. Estão num clima de constante propaganda política, são instrumentos principais de propaganda política. Connosco isso vai acabar. Teremos só os vereadores necessários para construírem políticas para o desenvolvimento do concelho. É para isso que servem, não para fazer propaganda política”, frisou num discurso muito aplaudido pela plateia.

A azáfama dos actuais vereadores com a constante propaganda eleitoral, no entender de Luís Lagos, apesar do número elevado não dá a conhecer à comunidade oliveirense, por exemplo, o programa do futuro da educação no concelho. “Temos um parque escolar amplo. Há uma lei que obriga a encerrar escolas com menos de 21 alunos. A Câmara tem de se mexer, ou não, é uma opção política, para saber se encerra ou não essas escolas. Nós neste momento não sabemos qual o programa educativo deste executivo que já lá está há oito anos. Quais as escolas que vamos encerrar, quais as escolas pelas quais devemos lutar porque é do interesse de cada uma das localidades que não encerrem. Quais as escolas que vão albergar os alunos daquelas que encerram? É preciso que o vereador da educação e o presidente da Câmara digam nesta campanha eleitoral qual o plano para a educação”, continuou Luís Lagos, para quem o actual executivo nestes últimos oito anos só se lembra de falar da indústria quando se aproximam eleições.

“Aproximam-se as eleições e ouvimos falar que vão aparecer cinco novas empresas no Seixo e que se eles forem eleitos vamos ter uma nova zona industrial, mas só ouvimos falar nesse assunto quando se aproximam as eleições”, sublinhou, frisando que as empresas precisam de respostas para o seu dia-a-dia e que só assim é uma mais-valia. Luís Lagos prometeu ainda durante a campanha eleitoral, juntamente com o seu candidato à Câmara Municipal, Nuno Alves, apresentar medidas concretas e não generalidades de grandes chavões.

Os responsáveis da candidatura da coligação liderada pelos centristas consideram ainda uma mentira quando se diz que José Carlos Alexandrino é um candidato independente.  Lagos, refere, a título de exemplo, de na lista surgirem apenas socialistas para justificar que não existe qualquer espírito independente no PS, tal como noutras candidaturas. “Na nossa lista sim, temos um espírito abrangente. O verdadeiro candidato independente é Nuno Alves e não José Carlos Alexandrino. Com profissionais da política não vamos lá, porque esses querem manter o poder a todo o custo porque disso depende a sua vida. Na nossa lista ninguém precisa da política, está aqui por uma causa”, concluiu.

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