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Má qualidade da água pode inviabilizar futuros festivais no Parque de Campismo de São Gião

“Para haver aqui outro evento, terá que ser reequacionado”, referiu ontem Artur Silva ao correiodabeiraserra.com, verificando que em relação a anos anteriores a “água está muito mais suja”. Membro da equipa responsável pela organização do festival internacional que espera receber 3000 pessoas até domingo, 5 de Julho, Artur Silva lamenta que as descargas de esgotos continuem a ser feitas directamente para o rio.

As mais valias que estão associadas ao parque de campismo de São Gião não deixam de ser reconhecidas pelos promotores do festival que, para além da “óptima paisagem” destacam também as boas condições logísticas com que o parque está dotado. Lamentam, contudo, que durante um evento que se espera participado por três mil pessoas, a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital não tenha acedido ao repto de reforçar o número de contentores de lixo no local.

Habituados à prática da reciclagem em cada evento, a organização diz não ter assim condições para a fazer. Movidos pela ideia da “sinergia”, os promotores do evento apresentam-se como verdadeiros adeptos do mundo natural e apostam por isso na venda de produtos biológicos, sumos naturais, sem que haja lugar à comercialização de bebidas brancas.

A venda de produtos regionais como o mel, doces, queijos, entre outros, no interior do festival é outra das pretensões dos promotores da iniciativa que, já começou a ser posta em prática em outros festivais realizados em concelhos diferentes. Segundo adiantou Artur Silva, esta ideia não chegou a ser transmitida à autarquia oliveirense, devido à “falta de abertura” para coisas mais simples, como o caso dos contentores do lixo.

Contudo, o responsável lembrou as mais valias do festival para a promoção do concelho de Oliveira do Hospital e da região da Beira Serra. “Há muita gente que acaba por voltar durante o ano”, sublinhou, notando ainda que no decorrer do festival, os hipermercados locais sentem a diferença no final do dia.

Com experiência na organização de festivais internacionais, Artur Silva faz um balanço positivo de anteriores iniciativas, garantindo não haver registo de incidentes graves ou actos de violência.

A meio da tarde de ontem, já eram várias as pessoas – são esperados 30 por cento de estrangeiros – que se instalavam no Parque de Campismo de São Gião. A maior enchente é esperada para o final do dia de amanhã, devido ao aproximar do fim-de-semana.

Com a ideia de sinergia presente em tudo o que é recanto do Parque de Campismo, o festival internacional assegura a presença de Djs e live acts de techno, progressive e trance. A promoção do evento está a cargo de duas empresas especializadas no trance: “Omium” e “Quest 4 Goa”.

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