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MAAVIM manifesta-se contra atribuição da medalha de ouro de Arganil a Ana Abrunhosa

O Movimento Associativo Apoio Vítimas Incêndio Midões (MAAVIM) manifestou-se, em comunicado, contra a atribuição da medalha de ouro do concelho de Arganil a Ana Abrunhosa. O galardão, entregue hoje, visa distinguir a agora ministra pelo trabalho desenvolvido na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR-Centro) em prol da recuperação daquele território após os incêndios de 2017. A MAAVIM reafirmar, na missiva intitulada “As medalhas dos abandonados”, que Ana Abrunhosa neste aspecto pouco fez para ajudar as pessoas e aquele concelho a reerguer-se.

“Hoje é [foi] atribuída mais uma medalha à actual Ministra da Coesão, antiga Presidente da CCDR-C. Tudo seria normal, não fosse o motivo o auxilio às populações afectadas pelos incêndios de Outubro de 2017. Ora no papel que desempenhava deveria na altura ter auxiliado toda a população que ficou sem os seus bens. Tudo isso fazia parte do papel que desempenhava e do qual auferia um vencimento e regalias que a maioria dos portugueses não têm. Mas a algumas das famílias a quem prometeu passarem o Natal de 2018 em sua casa ainda hoje aguardam por esse momento”, escreve o porta-voz do movimento Nuno Tavares Pereira, para quem Ana Abrunhosa ficará para sempre a marcar a região,mas não pelas melhores razões.

“Não são as lágrimas, a lamentação e a pena que resolvem os problemas das pessoas. É a acção no momento e a resolução dos problemas. Ainda hoje em Arganil, Tábua, Oliveira do Hospital, Poiares, Seia, Santa Comba Dão, Tondela, etc, existem pessoas que não tiveram o apoio que foi anunciado por ela e outros governantes. Ainda hoje existem muitas famílias sem a casa que perderam nos incêndios de 2017 e outros até têm e não tinham. Esta governante, com o papel que tem, ficará sempre a marcar a história da nossa região”, continua, sublinhando que na “altura [Ana Abrunhosa] dizia que a lei a impedia de ajudar e fazer. “Mas a nossa insistência e das pessoas levou a que mais de 100 habitações fossem aprovadas, após a sua demissão das responsabilidades que tinha”, acusa. “Já para não falar dos que perderam a sua Agricultura, Floresta e Industria e ficaram sem apoio. “Foram muitos Sra. Ministra e isso não tem preço e nem direito a medalha de Lata, tem…”, conclui.

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