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Maavim considera enganador anúncio de 12 milhões para a floresta e diz que há equipamentos desde 2019 sem funcionar

O Movimento Associativo de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões (MAAVIM) considera que o anúncio de um pacote de cerca de 12 milhões de Euros para a floresta por parte do Primeiro-ministro é enganador. A MAAVIM diz que “estes apoios ainda não foram entregues e na sua maioria já tinham sido anunciados pelo ministro Capoulas dos Santos em 2019 pela altura da campanha para as Legislativas”. “Muitos desses equipamentos continuam desde 2019, sem estarem em funcionamento e sem o uso devido para a anunciada manutenção da floresta que deve ser feita durante o Inverno”, explica aquela associação em comunicado.

Lembrando que também foi anunciado um investimento de sete mil milhões de Euros até 2030 na floresta, o movimento refere que vai solicitar à sétima Comissão de Agricultura e Mar uma audiência urgente para que seja esclarecido para onde são canalizados estes apoios públicos e porque continuam ainda, no seu entender, centenas de agricultores e empresas florestais sem qualquer apoio desde 2017.

“Desde 2017 que assistimos a anúncios atrás de anúncios para lutar contra o abandono da floresta e do território, para evitar incêndios, não havendo medidas directas para quem limpa e quem realmente trata do território e da floresta”, assinalam, questionando para quando serão anunciadas medidas de apoio para as pessoas e populações que estão no território e lutam diariamente contra o abandono do território, da agricultura e da floresta?”, sublinha.

A MAAVIM considera que se o maior problema é a falta de recursos humanos, porque não investir neles “que já estão no território, antes que o abandonem, em vez de se continuar com a propaganda de comprar equipamentos para organismos que não os usam, pois nem recursos humanos têm…”. “Serão as ‘cims’, que não têm qualquer experiência na floresta, que vão usar os equipamentos florestais ou as populações e respectivas autarquias locais (ditas freguesias)? Como é que se pode dizer que as zonas de maior procura estão no Algarve ou no Norte, quando a maior zona florestal e com declives mais acentuados está situada na zona Centro?”, questionam.

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