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MAAVIM lamenta que PRR não contemple principais zonas afectadas pelos incêndios de 2017 e apresenta propostas de investimento

O Movimento Associativo de Apoio às Vítimas do Incêndio de Midões (Maavim), constituída após os Incêndios de Outubro de 2017, manifestou hoje o seu descontentamento pelo facto do Plano de Recuperação e Resiliência nacional (PRR) “não contemplar as principais zonas afetadas” por aqueles incêndios. A Maavim, “enquanto associação que defende este território, propõe vários investimentos, que conforme o PRR recomenda, sejam executáveis até 2026, aumentando a Coesão Territorial e a descarbonização”. E apontam uma série de apostas que vão desde as vias rodoviárias às energias alternativas, passando pelo apoio à plantação de árvores autóctones.

O movimento considera que existe agora a possibilidade de, até 2026, se concretizem os investimentos que foram prometidos aquando dos inêndios. “Por uma questão de Coesão Territorial e de justiça para com a população”, frisa o comunicado, sublinhando que os fogos de 2017 devastaram uma área superior a 200 mil hectares e castigaram mais de 15 municípios. “A economia regional foi afectada, e se, já tinha falta de acessibilidades e de infraestruturas, ainda ficou pior a partir de 2017″, refere.

“Este também é o momento para que se avance para uma programação da floresta e da preservação do nosso território. Os planos de regadio para a região e das bacias hidrográficas do Mondego e Zêzere em especial devem ser tidos em conta e não adiados”, sublinham, adiantando que “esta é uma oportunidade de investir nas regiões afectadas pelos incêndios de Outubro e equilibrar o mapa territorial português, não continuando a investir onde já tudo existe”.

O território precisa de aproveitar, referem, as energias alternativas e de investimento nos recursos naturais, quer no seu desenvolvimento, quer na sua promoção como actividade económica para evitar a continuação do êxodo populacional. A Maavim propõe, de resto, várias apostas de capitais públicos que considera “vitais para o sector económico, para a Economia Circular, mas também para a Economia Social”. “Achamos que a oportunidade de haver apoios para o sector privado é demais importante, para que se apoie a reconstrução das nossas aldeias e lugares que foram devastados por diversas catástrofes”, contam.

A listas de reivindicações começa por investimentos rodoviários, começando pela execução do IC6 (Tábua-Covilhã), passando pela execução do IC7 (Seia-Viseu), do IC37 (Seia- Celorico da Beira), ligação A13/IP3 (Miranda do Corvo- Penacova), ligação A17/IP3 (Mira-Santa Comba Dão), Ligação IC12 (Nelas-Mangualde), melhoria da N334 (Pampilhosa da Serra-IC8) e melhoria da N112 (Pampilhosa da Serra-A23). Ao mesmo tempo pedem também uma melhoria das ligações ferroviárias com o eixo Europa/Lisboa.

A Maavim defende ainda “o apoio na plantação de árvores autóctones nas regiões afetadas com incentivos para melhorar a descarbonização, limitando o crescendo número de plantações de eucaliptos”. E a criação de regadios nas zonas afectadas, com especial destaque para as zonas do rio Dão, Mondego, Zêzere. “Criação de bolsas de terrenos para plantação. Apoios ao investimento agrícola sem critérios de criações de OP´s, para que os projetos não deixem de ter aprovação e não sejam efetuados”, reclamam. Os apoios para investimento em Agricultura Biológica também não é esquecido, assim como a reconstrução de aldeias e lugares devastados pelos incêndios e a construção da habitação para quem a perdeu no incêndios.

Os responsáveis do movimento batem-se também por apostas ecológicas, defendendo incentivos para promover a energia solar, eólica e hídrica. Defendem igualmente a aposta em apoios para as Eco-Aldeias sustentáveis. Defendem também “a criação de apoios fiscais para quem investir nas regiões afectadas, isenções nas TSU e acesso a formação profissional em modo gratuito, para a criação líquida de emprego”.

Falam na criação de “lojas Sociais” em cada freguesia com acesso à saúde, educação, justiça e informação a toda a população, para evitar a deslocação para as sedes de concelho ou de distrito. “Evitando custos e até a diminuição de emissão de carbono nos transportes”, destacam, sem esquecer que devem ser fomentados melhores equipamentos e preparação para os bombeiros locais. “Sem a presença humana e investimento para fixar as populações, não será possível evitar que se repitam acontecimentos como os de 2017, concluem.

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