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Maavim quer membros dos partidos no terreno para verificarem apoios às vítimas dos fogos de 2017

O Movimento Associativo Apoio Vítimas Incêndio Midões (MAAVIM) quer que a Assembleia da República esclareça a razão de alguns “grupos partidários”,  através da “Comissão Eventual de inquérito Parlamentar à actuação de apoios da sequência dos incêndios de 2017 na zona do Pinhal Interior”, se recusarem a visitar as vítimas dos incêndios de Outubro de 2017 que nunca receberam os apoios prometidos.

“Queremos saber porque continuamos a ser descriminados e abandonados. Queremos esclarecimentos acerca dos apoios anunciados, que nunca chegaram às populações”, escrevem em comunicado assinado pelo porta-voz daquele movimento, Nuno Tavares Pereira.

“Será que só querem visitar o que foi feito e não querem visitar as famílias abandonadas e outros que foram ajudados indevidamente? Não podemos deixar que a recente Comissão seja cega, surda e muda”, continuam, apontando o dedo de seguida ao ministro da Administração Interna, que já estava no governo em 2017,  que terá acusado “os agricultores de serem culpados pelos incêndios”. “Isto, quando todos lemos os respectivos relatórios acerca dos respectivos culpados dos incêndios de 2017 e seguintes incêndios”, frisam. “Será este mais um meio para que não existam culpados?”, questionam.

“Também recentemente o Sr. Presidente da Republica disse que a pandemia afectou a prevenção dos incêndios, mas na nossa região só se foram mesmo nos terrenos de propriedade do estado e nas áreas competentes das autarquias e respectivos organismos públicos”, continuam em tom critico. “Antes pelo contrário, a população local, limpou mais este ano, e até produziu mais na agricultura familiar por estar mais tempo nos seus terrenos e nas suas propriedades”.

A MAAVIM espera, até por isto, que os membros da Comissão Eventual de inquérito Parlamentar “venham ao terreno ver o que se passa na realidade e que haja justiça, para que os apoios anunciados cheguem às populações afectadas”. E o movimento volta a relembrar que “ainda hoje existem situações de: milhares de Agricultores que nunca receberam ajudas; centenas de empresas, especialmente na área florestal, que não receberam qualquer apoio e levaram muitas famílias a ficar sem posto de trabalho; dezenas de famílias que nunca receberam apoio para a sua habitação, mesmo depois de tantas promessas, crianças sem casa e que ficaram sem escola e abandono do território”. “Continuamos sem ter culpados. Nós não somos culpados, somos vítimas”, concluem, anexando como complemento o relatório da CCDR sobre estes apoios.

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