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MAAVIM quer que visitantes da região Centro cumpram quarentena

O Movimento Associativo Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões (MAAVIM), que representa pessoas afectadas pelos incêndios de 2017 no Centro do país, veio hoje pedir a todos os portugueses, sobretudo aos que visitam esta região, que respeitarem as directivas da Direcção Geral da Saúde, frisando a necessidade de permanecerem em casa para evitar o contágio. Os responsáveis deste movimento estão preocupados com a chegada de pessoas oriundas dos grandes centros urbanos.

“Notamos a presença de muitas pessoas na região, oriundas de zonas e países com vários afectados com o vírus [da] Covid-19, pedindo a eles que cumpram a obrigação de ficarem 15 dias em casa, com movimentações limitadas, para evitarem que a população da nossa região (maioritariamente idosa), não seja afectada por possíveis casos ainda não detectados, nas pessoas vindas de outros locais”, refere o comunicado da MAAVIM.

O MAAVIM pediu também hoje ao Governo que decrete a quarentena em todo o país e encerre as fronteiras, “só permitindo a entrada e saída de transportes essenciais”. “À semelhança de outros países e regiões é urgente que tudo o que não seja de funcionamento urgente seja encerrado e que os prazos e respectivas obrigações sejam prorrogadas”, defende o MAAVIM, em comunicado divulgado esta tarde.

O movimento pede ao Estado uma atitude enérgica na defesa da saúde pública e dos cidadãos, sobretudo da região Centro. “Hoje fazem 29 meses dos incêndios de Outubro de 2017, e é por isso que todos devemos evitar qualquer tipo de catástrofe, antecipando o que pudermos, para o bem da sociedade. Não queremos mais mortes”, lê-se ainda no comunicado, assinado pelo porta-voz do movimento, Nuno Tavares Pereira.

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