Home - Educação - Mário Alves acusa vice-presidente da Câmara de se ter envolvido no processo das AEC e vereador chama-lhe “mentiroso”

Mário Alves acusa vice-presidente da Câmara de se ter envolvido no processo das AEC e vereador chama-lhe “mentiroso”

O vereador do PSD acusou José Francisco Rolo de ter estado envolvido no polémico processo de recrutamento de professores para as atividades de enriquecimento escolar (AEC), mas Rolo não gostou da “insinuação”. “Não lhe admito isso. O senhor está a mentir e mais uma vez pisou a linha”, disse aquele vereador do PS, sublinhando que na altura em que o processo de seleção dos candidatos decorreu “até estava de férias”.

“Eu tive alguma intervenção no processo das AEC?”, perguntou o vereador socialista ao diretor de departamento de administração geral e finanças da câmara municipal – João Mendes, coadjuvado por outros funcionários do município, é o responsável do júri –, que prontamente atestou a veracidade da sua informação.

Alegando que “ainda hoje” não sabe quais são as listas dos candidatos admitidos, o vice-presidente de José Carlos Alexandrino mostrou-se visivelmente irritado com a acusação, mas Mário Alves também preferiu não alimentar mais a polémica. “Veja lá se perde as estribeiras”, afirmou aquele vereador da oposição.

“O senhor distorce tudo”, referiu entretanto o presidente da câmara, aparecendo em defesa do seu vereador.

Num tom muito crítico, o chefe do executivo socialista disse não ser “homem para andar a lavar roupa suja anterior”, mas não deixou de afirmar que, no tempo do seu antecessor, houve pessoas “que entraram aqui nas AEC que não tinham perfil mas entraram por cunhas políticas”.

Garantindo que na seleção dos candidatos feita este ano o que houve foi “reajustamentos”, o autarca eleito pelo PS também atestou que o seu vice-presidente “não teve um cabelo metido nisto”, e prometeu mudar o processo já no próximo ano.

Alexandrino deu inclusivamente o exemplo do que sucede com algumas autarquias do país, em que o recrutamento de professores é conduzido por uma universidade.

Porém, Mário Alves acha que, mesmo assim, existe sempre a possibilidade de haver alguém a “indicar quais são as pessoas”, manipulando-se o processo.

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