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Mário Alves diz que uma nova Câmara PSD vai baixar o IMI para o minimo e entregar à população a receita que lhe cabe no IRS

O ex-presidente da Câmara de Oliveira do Hospital Mário Alves tem sido, juntamente com António Lopes, uma das vozes activas na série de apresentações dos vários candidatos às Assembleia de Freguesias do PSD no concelho. O ex-autarca, por exemplo, em Lagares da Beira, quando foi dada a conhecer a equipa liderada por José Lopes, defendeu que logo que os sociais-democratas cheguem ao poder devem reduzir o IMI para o mínimo e abdicar a favor dos cidadãos da parte que o município recebe de IRS. E chegou mesmo a afirmar que se esta equipa não cumprir aquilo a que o acordado terá no futuro a mesma atitude que António Lopes teve em relação à equipa de José Carlos Alexandrino: afasta-se.

“O candidato à Câmara não disse, mas eu afirmo aqui que se isto não se alterar farei o mesmo que fez o senhor Lopes. Se fizermos isso [reduzir os impostos]estamos a colocar dinheiro no bolso das pessoas de Oliveira do Hospital para o gastarem noutras coisas que são bem mais necessárias”, começou por referir Mário Alves que tinha bem à sua frente António Lopes, um dos seus grandes adversários políticos, mas que agora defendem a mesma causa, o apoio à equipa liderada por João Paulo Albuquerque. “Antes as pessoas fazerem as suas opções do que estarem a torrar o dinheiro dos nossos impostos onde não se vê absolutamente nada”, continou, defendendo que é necessário criar à volta desta candidatura do PSD “o movimento dos inconformados, dos indignados com vista a mudar as coisas no dia 1 de Outubro”.

Mário Alves criticou ainda a BLC3 e, neste ponto, disse discordar daquilo que foi dito por António Lopes, o qual considerou que a criação daquela entidade foi uma boa ideia, mas que se desviou dos seus objectivos em detrimento dos interesses de alguns. O ex-autarca , porém, considerou a criação da BLC3 um erro. “Podia dizer aqui ao senhor Lopes que a criação da BLC3 foi um erro político capital. E hoje, estamos a falar dela porque se cometeu esse erro capital”, comentou, antes de referir que era desnecessário a autarquia ter desperdiçado aquele dinheiro. “Já tinhamos uma associação onde podiamos introduzir aquelas valências, sem qualquer outro custo para o município, porque ela estava constituida”, afirmou referindo-se à Adeptoliva.

“A Adeptoliva não interessa? Não. Porque o senhor António Campos não ia ter palco. Não interessava porque o senhor João Nunes não ia ter palco. Não interessava porque um conjunto de pessoas, provavelmente até o senhor presidente da Câmara, não iam ter palco. O palco já existia, já lá estavam os actores e era só desenvolvê-lo nas suas multiplas valências. A Adeptoliva já tem lá uma série de associaciados, desde empresários a outros organismos públicos, que são sócios. Não precisavamos de andar a arranjar mais. Podiamos era introduzir eventualmente as Universidades, o Politécnico, etc”, afirmou Mário Alves. “Mas também sobre as universidades queria dizer umas coisas para que o senhor Lopes fique a saber. As Universidades serviram-se da BLC3 para que alguns dos seus professores pudessem fazer doutoramentos sem gastarem dinheiro. Muitos doutoraram-se à conta da BLC3. Foi usada com essa finalidade”, frisou.

“Andamos a gastar sete ou oito vezes mais na festa do queijo para vender um produto com leite espanhol”

Apelou ainda àqueles que estavam a ouvir para irem transmitindo as ideias que acabavam de escutar, esclarecendo a população. “Não serve de nada aquilo que o senhor Lopes e outras pessoas disseram aqui, se cada um de vós não for mensageiro lá fora. Não temos cá a grande parte da comunicação social para informar os lagarenses daquilo que aqui foi dito. Se cada um de vós quando sair daqui não for capaz de passae a amensagem do que se aqui relatou passou aqui a um vizinho, para o amigo, para o amigo do amigo, vocês vão continuar a ter aquilo que têm agora. E Lagares já foi grande em termos de desenvolvimento, em tempos idos, em que o PSD governou Lagares com Amadeu Gonçalves e com outras pessoas na Câmara. Foram cá feitas obras de vulto”, sublinhou, enfatizando a ideia que os candidatos se têm de empenhar em esclarecer os factos. “Meus amigos lá fora tem de passar a mensagem. Eles vão vos dizer que o senhor Lopes se desvinculou por outras razões que não foram as que ele aqui disse. Mas vocês têm de lhes explicar que ele se desvinculou do projecto, porque começou a ver desvios brutais e colossais. Começou a ver que não havia transparência na prestação de contas por parte da Câmara Municipal”, frisou.

“Se a Câmara realiza um evento todo e qualquer oliveirense tem de saber quanto foi gasto para ele também fazer a sua análise, se valeu a pena ou não o investimento”, referiu, lembrando por exemplo o caso da Feira do Queijo que, em sua opinião, hoje se gasta sete ou oito vezes mais que quando ele liderava a autarquia e numa altura em que o número de ovelhas está reduzido a metade das existentes em 2009, partilhando a ideia de António Lopes, o qual afirmou que neste momento a autarquia paga dois almoços aos visitantes por cada quilo de queijo vendido. “Em 2011 gastaram-se 30 248 euros em almoços e venderam três mil quilos de queijo. Foram dois almoços por cada quilo de queijo”, afirmou o homem que nas últimas eleições foi eleito para liderar a Assembleia Municipal com a maior votação de sempre e depois acabou afastado, oferecendo agora o apoio “ao amigo João Paulo para tentar corrigir o erro que foi ajudar a colocar no poderv o actual executivo”.  Mário Alves aproveitou e deu o exemplo daquilo a que assiste ano após ano bem à porta de sua casa. “Há lá um restaurante que no dia da feira serve ali refeições para quatro autocarros. São 200 pessoas. Quem paga? Somos nós todos com os nossos impostos. Hoje gastamos sete ou oito vezes mais a promover um evento onde não temos produto, como diz o nosso candidato à Câmara. Andamos é a vender produto feito com leite espanhol”, referiu.

Mário Alves considera ainda que as pessoas estão acomodadas e isso não pode acontecer, no seu entender, para bem do desenvolvimento e do bem estar das populações . “Primeiro acomodados ao partido único. Nas últimas eleições não houve lista alternativa aqui em Lagares e portanto isto é uma governação de partido único, o que é atípico numa democracia. E como há pouco dizia o senhor Lopes  infelizmente estamos a caminhar ao nível do poder local para esses sistemas, nomeadamente nas autarquias mais pequenas”, atirou, explicando as razões que estão a conduzir a este estado de coisas. “Uns porque que se desinteressam da política e outros porque objectivamente já não têm que reivindicar a falta de iluminação pública, saneamento, àgua  ou a calçada que já chega à sua porta e começam a desinteressar-se”. No entender do ex-autarca há muito para fazer. “Se concluímos o desenvolvimento ao nível das infra-estruturas, temos agora de apostar no desenvolvimento social eeconómico. Essa é a parte mais importante. É por aí que temos de ir. E temos muita coisa para fazer e esse é o nosso grande desafio”, concluiu.

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