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Médicos continuam a abandonar Oliveira do Hospital: um já rescindiu e outro prepara-se para pedir transferência

Concelho oliveirense pode ficar em breve com cerca de 7,5 mil utentes sem médico de família. Um clínico já rescindiu e outro deverá pedir mobilidade para Viseu

Oliveira do Hospital perdeu mais um médico nos últimos dias e agravou a qualidade da assistência médica no concelho que conta já com cerca de seis mil utentes sem médico de família. A denúncia foi feita pelo eleito do PSD Rafael Costa na última Assembleia Municipal, deixando ainda no ar a possibilidade de existirem, além da rescisão já confirmada deste médico, mais saídas de clínicos nos próximos tempos. Ao que o CBS da apurou, o eleito social-democrata referia-se a uma médica que deverá deixar nos próximos tempos o Centro de Saúde oliveirense através de um pedido de mobilidade. Este cenário, a concretizar-se, elevará para cerca de 7,5 mil o número de pessoas sem clínico de família no concelho.

Rafael Costa

Com a saída do médico que já rescindiu, o número de clínicos que abandonou Oliveira do Hospital este ano subiu para três. O primeiro foi um médico que se aposentou, seguindo-se um outro que rescindiu contrato em Janeiro e abandonou o serviço efectivo em Março. Agora surgiu uma nova rescisão e a anunciada saída por mobilidade de uma outra médica. Ou seja, em pouco mais de meio ano, os oliveirenses vêem partir quatro médicos.

“Temos de lamentar a saída de mais um médico de Oliveira do Hospital. Já tínhamos cinco mil utentes sem médico de família, agora vai aumentar com esta saída e, pelo que nos chega, não vai ficar por aqui”, referiu Rafael Costa, questionando onde se encontra aquilo que o executivo socialista no anterior mandato designava por projecto revolucionário da saúde que prometia melhorar significativamente a assistência médica na área de Oliveira do Hospital. “A directora Geral da Saúde dizia, numa alusão à falta de médicos, que Agosto não é um bom mês para ficar doente. Nós dizemos que em Oliveira do Hospital não há nenhum dia bom para se ficar doente”, acusou.

Curiosamente, a primeira resposta veio do presidente da Assembleia Municipal e ex-presidente da autarquia que se limitou a reconhecer a frase e projecto revolucionário para a saúde foi sua e visava melhorar a saúde no município. José Carlos Alexandrino não justificou a razão da sua promessa não se ter concretizado, preferindo falar num cenário, sem precisar datas, em que o Governo PSD-CDS teria deixado 16 mil utentes oliveirenses sem médico de família.

“Pois, esquecem-se dos tempos em que havia 16 mil utentes sem médico de família”, reforçou, por seu lado, o presidente da autarquia, deixando claro que não está entre os seus poderes resolver o problema e terá de reunir com as entidades responsáveis para encontrar soluções. “O médico pediu rescisão. É um direito laboral, não posso fazer nada. O que tenho é de ouvir as pessoas e agir. Já marquei uma reunião com o director do Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior e a Administração Regional de Saúde do centro. Este assunto que toca a Oliveira do Hospital, mas também a muitos outros municípios”, explicou Francisco Rolo.

O autarca aproveitou ainda para sublinhar que os municípios estão a receber competências na área da educação, acção social e saúde, mas dessas capacidades não fazem parte a contratação de médicos e outros técnicos especializados ou assistentes técnicos. “A nossa competência é garantir assistentes operacionais e garantir a manutenção das instalações. O que tenho é de ouvir as pessoas e agir”, referiu o autarca, manifestando esperanças que Oliveira do Hospital venha a receber novos médicos através de um concurso de contratação de para o Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior. “Temos a expectativa que Oliveira do Hospital seja contemplada e relativamente aos assistentes técnicos estará concluído um concurso até ao final do mês de Julho”, concluiu José Francisco Rolo.

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