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Membros da Assembleia de Freguesia do CDS em Alvôco das Várzeas criticam inércia da Junta sobre estrada da Tapada

Membros da Assembleia de Freguesia do CDS de Alvôco das Várzeas criticam inércia da Junta sobre estrada da Tapada

Dois elementos da Assembleia de Freguesia de Alvôco das Várzeas, concelho de Oliveira do Hospital, eleitos pelo CDS, não se conformam “com a inércia” que a Junta de Freguesia tem demonstrado em relação aos maus acessos que dão ligação à aldeia da Tapada e não entendem as prioridades levadas a cabo pelo executivo liderado por Agostinho Marques. António Cruz e Raquel Alves sublinham que este é um problema que se arrasta há muito tempo, sem que seja apresentada uma solução.

“Os maus acessos à quinta da Tapada, já são há muito um enorme problema, tanto para os seus moradores, como para as pessoas, quer por motivos pessoais, quer por motivos profissionais (CERCAV, Bombeiros, CTT) têm que percorrer este trajecto. Mas a promessa da sua regularização tem-se arrastado ao longo dos mandatos anteriores, tendo sido mesmo definido pelo executivo da Junta de Freguesia de Alvôco das Várzeas, como uma prioridade. Mas a definição de prioridade para esta entidade não deve ser a mesma que a minha e a da maioria das pessoas”, acusa António Cruz, que se mostra espantado com a obra realizada “com o alcatroamento do tão conhecido caminho florestal [foi alcatroada a parte que dá acesso à quinta de um dos deputados do PS na Assembleia Municipal]”. “Este caso é ainda mais preocupante quando em plena Assembleia de Freguesia o presidente da Junta de Freguesia, assumiu, após ser pressionado por habitantes que utilizam a estrada da Tapada, que a realização desta obra é uma prioridade, e pouco depois de assumir tal facto, ao longo do seu discurso diz que a próxima obra que quer ver realizada é o caminho da Ferraria, este que serve apenas uma habitação. É este trajecto e o caminho florestal mais prioritários que a estrada em questão?”, questiona.

Raquel Alves partilha da mesma opinião e considera que os maus acessos colocam em causa a capacidade de socorro aos habitantes. “Vivem lá algumas pessoas. Uma vez até o INEM foi impossibilitado de lá ir, o que a repetir-se poderá revelar-se fatal para algum dos moradores”, explica esta deputada da Assembleia de Freguesia de Alvôco das Várzeas. “Vive também muita gente no Chão Sobral que utilizam esta estrada tanto para trabalharem como para sua vida diária, uma vez que por esta estrada a distância é consideravelmente menor. Mas a verdade é que quando chove formam-se socalcos de tal forma que a estrada fica intransitável. Isto anda a arrastar-se de mandato para mandato e está na hora de resolver o problema. Já foram feitas obras menos prioritárias, como algumas vias que servem apenas um habitante e já foram alcatroadas várias vezes. Mas esquecem-se sempre desta”.

A Estradas de Portugal, no entender de António Cruz, também não têm grande legitimidade para exigir reparações. “O famoso caminho florestal, se é verdade que a Estradas de Portugal exigiu esta intervenção, qual a legitimidade destes para fazer exigências, quando a estrada nacional que por ali passa se encontra num estado miserável?”, questiona, lembrando ainda que “ao longo da campanha do PS, tanto os eleitos para a Câmara Municipal, como para a Junta de Freguesia, diziam que os quatro anos seguintes seriam tudo pelas pessoas”. “O que foi feito pelas pessoas na nossa freguesia foi subir o preço da água; não resolver o fácil e barato problema dos fontanários para a Câmara Municipal poder vender mais água; deixar os acessos ao abandono porque o número de votantes não justifica qualquer intervenção. Será também este slogan interpretado de forma diferente pelos eleitos para a Junta de Freguesia e Câmara Municipal? Ou estarei eu equivocado?”, concluiu António Cruz.

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