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Memorial a Manuel Cid Teles perpetua “homem, pintor e músico”

O rosto de Manuel Cid Teles e um pequeno exemplo da sua escrita constam de um memorial, ontem, inaugurado e que pode ser apreciado por todos os oliveirenses e visitantes.

Desde o final da manhã de ontem que a simples passagem pela Praceta Manuel Cid Teles tem um significado diferente.

Onde antes apenas existia uma placa toponímica que associava o local ao multifacetado artista, agora existe o rosto e um pouco da sua muita escrita.

Trata-se do memorial a Manuel Cid Teles que a Junta de Freguesia de Oliveira do Hospital idealizou para aquele espaço e que, em conjunto com a Câmara Municipal conseguiu tornar real. Foi exatamente ontem, 25 de abril, data do falecimento de Cid Teles – partiu em 2009 – que o memorial foi inaugurado.

E, nem mesmo a intensa chuva e vento demoveram os mentores da ideia de, naquele local, fazerem considerandos ao simbolismo que o memorial encerra e de, no final, o amigo José Vieira recordar o saudoso artista com o inigualável modo de declamar poesia com que já habituou todos os oliveirenses.

“Esta é uma inauguração simbólica”, começou por referir o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino, que em face de “uma obra simples”, considerou ser importante para “dignificar o concelho e perpetuar a memória do homem, pintor e músico que ficará sempre na história de Oliveira do Hospital”.

Mentor da ideia, o presidente da Junta de Freguesia de Oliveira do Hospital explicou que o memorial “vai de encontro ao interesse de homenagear e valorizar o património humano”.

Nuno Oliveira recuou a 2009, para recordar a data em que Cid Teles faleceu, deixando um legado humano e artístico que a autarquia “tem interesse em valorizar”. “Foi um oliveirense dado à sociedade”, sublinhou o presidente da Junta de Freguesia, destacando ainda a importância de o município valorizar, promover e divulgar o património local a nível nacional.

“Muitas vezes esquecemos o que é nosso, para valorizar o que é de fora”, continuou Oliveira, para quem o memorial ontem inaugurado é “uma mais valia patrimonial da cidade e do concelho” e está em condições de funcionar como uma “marca turística”.

Para o efeito, o presidente disse ter havido o cuidado de pensar um “memorial com significado”. Segundo explicou, o monumento dá corpo a um porta livros com dois livros caídos, e que em grande plano conta com uma imagem que personaliza muito bem Manuel Cid Teles.

“Escolhemos uma imagem do homem sério, porque Cid Teles era um homem triste que se sentia só”, contou, explicando ainda que num dos lados do memorial consta o seu soneto “Sou como sou” e que é entendido como o “mais comercial e mais conhecido de Cid Teles”.

Já no outro lado, o oliveirense e visitante é convidado a ler três quadras soltas recomendadas por amigos do autor e que se reportam diretamente à praceta, a Oliveira do Hospital e ao seu próprio íntimo.

A inauguração do memorial a Manuel Cid Teles põe termo às comemorações do centenário do nascimento do autor que arrancaram em 2011 e que ficaram marcadas por um vasto conjunto de iniciativas.

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