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Ministro da Administração Interna foi a Tábua anunciar milhões para os bombeiros e foi confrontado com “uma grande irresponsabilidade”

O ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, veio a Tábua segunda-feira, dia 5, anunciar um reforço de 29,7 milhões de euros de financiamento permanente aos corpos de bombeiros para 31,7 milhões de euros, o que significa um aumento 6,7 %, em relação a 2022.Estão também previstos 52,7 milhões de euros para o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR).E no que respeita ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) vão ser adquiridos mais 81 veículos de combate a incêndios rurais. Será ainda feita a utilização, também via PRR, de seis milhões de euros para aquisição de equipamentos de proteção individual e de um milhão de euros para formar 3.300 agentes de proteção civil, através da Escola Nacional de Bombeiros.

O governante, que efetuou um périplo por Arganil e Tábua, visitou no concelho as instalações dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Oliveirinha e de Tábua, elogiando a criação do futuro Centro Municipal de Proteção Civil, que irá ficar localizado junto ao Pavilhão Multiusos e custará cerca de 200 mil euros. Visitou igualmente a Empresa GOFOAM – Indústria e Transformação de Espuma, Lda. do Grupo Aquinos, onde tomou contacto com as medidas de prevenção e de segurança implementadas nestas instalações, enquanto empresa enquadrada na Diretiva Seveso, ou seja, abrangida pelo regime de prevenção de acidentes graves que envolvem substâncias perigosas.

No discurso que proferiu nos Paços do Concelho, José Luís Carneiro relevou a necessidade de no outono e inverno preparar os desafios do verão, exortando a população a preparar, já agora no outono e no inverno, os desafios cada vez mais complexos do verão no domínio da prevenção dos incêndios. Destacou ainda a importância da preparação dos cidadãos para estas áreas, já que devem ser estes os primeiros agentes de proteção civil, devendo cumprir com a sua parte, ao respeitar as indicações e garantir que as suas propriedades rurais não representam um risco para si próprios e para os que os rodeiam.

O presidente da Câmara Municipal de Tábua, Ricardo Cruz, sublinhou que este reconhecimento, por parte do Governo, no respeitante à construção de um moderno Centro Municipal de Proteção Civil, mostra que o Município está no “caminho certo e a implementar as medidas corretas no âmbito da criação de infraestruturas que ajudem à prevenção e de alguma forma ao combate de incêndios e de intempéries no âmbito da Proteção Civil”.

Comentando as declarações do ministro da Administração Interna, Vítor Melo, presidente dos Bombeiros de Vila Nova de Oliveirinha e vereador do PSD, referiu a “O Tabuense” que a construção desse Centro é uma mais-valia para o concelho, “embora o ministro não se tenha comprometido com nada em termos de apoiar financeiramente esse empreendimento”.

“No mínimo poderia ter havido uma abertura, uma intenção”, referiu Vítor Melo, lamentando que o vídeo promocional que passou na sessão que decorreu nos Paços do Concelho os bombeiros quase que “não foram tidos nem achados nesse vídeo que a Proteção Civil fez”.

Sobre o anúncio feito pelo ministro do envio de mais milhões para os bombeiros, Vítor Melo sublinhou que “aquilo que tem chegado aos bombeiros é a conta-gotas; ainda na recente distribuição de viaturas, o distrito de Coimbra teve apenas direito a duas”.

”Esses 122 milhões do PRR que falou vão ser legíveis para quê?”, acrescentou, sublinhando que a nível de aplicação, esses milhões desaparecem e os bombeiros “vão ser sempre o parentes pobres da Proteção Civil”.

Quanto às novas Equipas de Intervenção Permanentes – o ministro disse iria criar mais unidades – Vítor Melo comungou da ideia explanada pelo vereador da Proteção Civil, António Oliveira, expressa durante a visita do governante, no sentido desses EIP serem vocacionadas para as carências das associações.

“O principal serviço que os bombeiros fazem é o transporte de doentes e, até agora, as EIP não podem fazer o transporte de doentes não urgentes. Essas equipas deveriam ser mais abrangentes e temos uma necessidade mais premente de contratar motoristas e não conseguimos”, referiu este responsável dos bombeiros, acrescentando que várias vezes pediu apoios extraordinários ao anterior executivo camarário e nada recebemos. “Confrontado com esta situação, o próprio ministro disse que era uma irresponsabilidade muito grande”, revelou Vítor Melo.

Fonte: “O Tabuense”

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