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Ministro das Obras Públicas abriu IC 6 ao tráfego e prometeu encontrar soluções para a concessão Serra da Estrela

“Hoje começa a fazer-se justiça nesta região, e este é o primeiro passo para se fazer aquillo que muitos ambicionaram durante tantos anos”, afirmou hoje o secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas e das Comunicações, Paulo Campos, por ocasião da abertura ao tráfego do último sublanço do IC 6 entre o nó de Arganil e a variante de Tábua.

Voltando a sublinhar – numa referência à estrada da Beira – que “o último investimento em estradas na região já é do tempo da monarquia”, Paulo Campos sustentou que a realização daquela obra – o IC 6 entre a Catraia dos Poços e a variante de Tábua ficou hoje concluído – foi feita “contra ventos e marés”, e salientou o facto de estar em causa “o maior investimento dos últimos anos”, num montante de cerca de 53 milhões de euros.

Discursando para uma plateia composta por vários presidentes de Câmara dos distritos de Coimbra, Guarda e Viseu, que conjuntamente com outras entidades assistiram à cerimónia no interior de uma tenda instalada em pleno IC 6, Campos deixou alguns recados aos que argumentam que “em Portugal há demasiadas estradas”, e lamentou mesmo que a concessão rodoviária da Serra da Estrela – recentemente suspensa pelo Governo – seja referenciada na comunicação social como “as auto-estradas da Serra da Estrela”. “Nada mais falso”, disse aquele membro do governo, especificando que naquela concessão “há zero quilómetros de auto-estrada”.

Paulo Campos diz que o Estado “não pode ficar indiferente” aos constrangimentos de acessibilidades da região

Num discurso muito aplaudido, Campos explicou também que “69 por cento dos quilómetros” daquela concessão, que engloba a construção dos IC 6, 7 e 37, “são estradas de proximidade”, e foi muito claro ao observar que o Estado “não pode ficar indiferente” a uma região na qual “vivem e trabalham muitos portugueses”, e onde existem empresários que “arriscam” e realizam grandes investimentos.

Considerando que existe em Portugal “um conjunto de mitos” sobre estas estradas, Campos criticou ainda os que “entendem que não se justifica ser solidário com outras regiões do país”, e fez questão de explicar – com números – o impacto que a construção do IC 6 teve ao nível da economia portuguesa. “Este investimento dá trabalho, dá emprego… nesta obra trabalharam 158 empresas, e estiveram aqui mais de 700 pessoas a trabalhar”, exemplificou.

Campos também se referiu ao IC 6 como “uma arma muito importante para combater a sinistralidade”, e lembrou que na EN 17 “já muita gente morreu”. “Eu perdi vários colegas de escola que desapareceram naquela estrada”, afirmou aquele secretário de Estado, sem deixar de concluir que, apesar de aquele troço do IC 6, que termina no meio de um pinhal, estar concluído, “só estará feita justiça” quando aquele e todos os outros itinerários previstos para a região “estiverem concluídos”.

“Não podemos subordinar os nossos objectivos à volatilidade dos mercados financeiros”

Numa intervenção muito aguardada – sobretudo pela polémica que a suspensão da concessão rodoviária da Serra da Estrela tem vindo a gerar – o ministro das Obras Públicas começou por considerar Paulo Campos como “um dos principais responsáveis para que esta obra tivesse sido concretizada”, e mostrou-se sensibilizado com os constrangimentos ao nível das acessibilidades da região.

Sustentando que “as dificuldades do país são muitas”, António Mendonça argumentou que “temos que estar abertos a reajustamentos”, mas também frisou que o Governo não pode ser uma espécie de “cata-vento” ao nível da sua opinião sobre os projectos. “Não podemos subordinar os nossos objectivos à volatilidade dos mercados financeiros”, afirmou o titular da pasta das Obras Públicas.

Com várias referências à situação económica do país – “temos que ter consciência do momento concreto”, salientou – Mendonça não deixou de avisar que “esta região também é afectada”, mas mostrou-se disponível para encontrar as “melhores soluções”.

“Os objectivos gerais mantêm-se… temos que trabalhar em conjunto para que os constrangimentos e as dificuldades desta região sejam ultrapassadas”, concluiu aquele membro do Governo, sem que tenha avançado qualquer previsão quanto ao futuro da concessão rodoviária da Serra da Estrela, cujos estudos de impacte ambiental se encontram em fase de consulta pública até ao dia 9 de Junho.

No final, o ministro aceitou o repto lançado pelo presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino, e através da velhinha estrada da Beira, rumou para um almoço – participado por vários presidentes de Câmara da região – na Pousada do Convento do Desagravo.

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