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Ministro Pedro Marques garantiu em Nelas que a aposta em infra-estruturas de transporte passa pela ferrovia e IP3, ignorando IC6 e IC12

O ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, assegurou ontem em Canas de Senhorim, Nelas, que a derradeira grande obra prevista em termos de rodovia para os próximos tempos passa por uma intervenção profunda no IP3 e que a aposta fundamental será na ferrovia. O governante, que participou na inauguração das novas instalações da empresa CoverCar, uma multinacional espanhola que tem como director em Portugal, o oliveirense António Cardoso, ignorou por completo a polémica conclusão do IC6, que o actual presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino, dá como certa nos próximos quatro anos, bem como o IC12, uma via que ligaria Nelas à A25, em Mangualde.

Começando por referir que a grande aposta para criar uma dinâmica para territórios do interior passa pelo investimento na ferrovia, Pedro Marques sublinhou que para aumentar o empreendedorismo em termos rodoviários só falta a aposta no melhoramento da via de cerca de 77 quilómetros que liga Viseu a Coimbra. “Não abandonando esse projecto, por muito que vos digam o contrário, nós apostámos e consideramos que é a última grande obra que está por fazer do ponto de vista rodoviário. Não pode continuar naquelas condições. Principalmente naquele troço crítico entre Coimbra e a Barragem da Aguieira, bem como o melhorando todo o corredor IP3”, frisou o responsável pelo Planeamento e Infraestruturas de Portugal. Nem uma palavra sobre as restantes empreitadas reivindicadas por muitos municípios, entre eles o IC6 e o IC12, este último com particular interesse para o concelho de Nelas.

O ministro preferiu deixar bem claro que o dinheiro existente será sobretudo investido em ferrovia, para permitir as condições necessárias à circulação comboios de maior dimensão. “É preciso criar condições nas principais estações para o atravessamento de comboios de 750 metros, porque é isso que vai dar força às nossas exportações”, disse reconhecendo que as pessoas desta zona geográfica vivem quotidianamente “com a passagem brutal de camiões”. “Mas nós queremos que as nossas exportações, quer para os portos, quer para Espanha, se façam ainda mais através da ferrovia. Para que isso possa acontecer precisamos de comboios maiores, com mais capacidade que é o que permitirá baixar os custos do transporte de mercadorias. Temos previsto obras de centenas de milhões de euros na Linha da Beira Alta”, frisou.

“Já estamos com obras na linha do Norte, na linha do Minho, com concursos lançados na linha da Beira Baixa para começar as obras ainda este ano. Já temos concursos lançados no grande corredor de Sines até Espanha. As obras aqui na linha da Beira Alta só se podem fazer quando a linha da Beira Baixa estiver devidamente estruturada e a funcionar”, sublinhou, antes de concluir que o maior concurso de obras na ferrovia feita em Portugal numa década foi lançado por este governo no final do ano passado.

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