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Mortágua vai ter segunda central de valorização da biomassa florestal

Mortágua vai ter uma segunda central de valorização da biomassa florestal, num investimento de cerca de 50 milhões de euros, foi hoje anunciado. O município local e a Bioelétrica da Foz, S.A. assinaram ontem o contrato de concessão e instalação de uma nova Central de Biomassa Florestal. O contrato foi rubricado entre o presidente da Câmara Municipal, Júlio Norte, em representação do Município, e Carlos Coelho, Administrador da Bioelétrica.

Segundo a autarquia, a empresa venceu o Concurso Público Internacional lançado pelo Município para a “Concessão da Concepção, Construção, Fornecimento, Financiamento, Colocação em serviço e Exploração de uma Central de Valorização de Biomassa Florestal Residual” em Mortágua. A nova Central terá uma potência instalada de 10 MW, idêntica à atual Central Termoelétrica de Mortágua, que é também detida pela Bioelétrica. Prevê-se o prazo até 24 meses para instalação da Central, após a atribuição da licença por parte da Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), refere o comunicado.

A Bioelétrica da Foz, S.A. pertence ao Grupo Altri e dedica-se à produção de energia eléctrica com base na valorização da biomassa florestal. A principal área de negócio do Grupo é a produção de pasta de papel. O presidente da Câmara Municipal, Júlio Norte, sublinha que estamos perante “um dos maiores investimentos empresariais até hoje projectados para o concelho” e que vai ajudar a alavancar a economia local no pós-pandemia. “Temos um Parque Industrial que está a crescer, onde estão instaladas empresas dinâmicas e competitivas, e surge agora este investimento numa nova Central de Biomassa, que irá reforçar ainda mais a posição relevante que Mortágua já hoje ocupa a nível nacional na produção de energias renováveis com aproveitamento e valorização da biomassa florestal, seja a produção de pelets, seja a produção de energia eléctrica”.

Aos benefícios directos para a economia local, resultantes da criação de valor para os sobrantes florestais, e da criação de postos de trabalho, o município refere ainda benefícios ambientais, contribuindo para reduzir a carga combustível nos terrenos e o risco de incêndio. Júlio Norte realça ainda o grande número de empresas do concelho e da região que já hoje gravitam à volta do funcionamento da Central Termoelétrica e se dedicam à recolha e fornecimento de biomassa florestal.

A empresa investiu 2,5 milhões na actual Central Termoelétrica. Carlos Coelho adiantou que o início do projecto da Central só está dependente do licenciamento por parte da DGEG. “A nossa intenção é concretizar o investimento”, afirmou, adiantando ainda: “em termos tecnológicos vamos utilizar as melhores práticas disponíveis no Mundo neste tipo de Centrais”.

O Administrador da Bioelétrica afirmou que o projecto representa “um grande investimento para este concelho e para esta região”, e agradeceu a dedicação, o empenho e a capacidade de decisão da Câmara Municipal, que permitiu num curto espaço de tempo concluir este processo. Salientou ainda o investimento, na ordem dos 2,5 milhões de euros, que foi realizado na actual Central Termoelétrica, em termos de optimização de processos e melhoria ambiental, nomeadamente dos filtros de partículas.

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