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Movimento “Vamos Salvar o Açude da Ribeira” apela ao Governo para travar e retirar estrutura instalada naquele espaço 

O movimento cívico independente “Vamos Salvar o Açude da Ribeira” escreveu uma carta aberta, intitulada “em defesa do Açude da Ribeira”, ao ministro do Ambiente, ministra da Coesão Territorial e presidente da CM de Oliveira do Hospital na qual dá conta  que a requalificação do Açude da Ribeira, em Ervedal da Beira, concelho de Oliveira do Hospital, é no entender dos seus elementos, “um atentado paisagístico grave sobre uma obra de arte que era o Açude da Ribeira e a sua envolvente”.

“Estamos estupefactos com a estrutura em ferro suportada por descomunais pilares em betão armado, alguns fixos no leito do rio, outros introduzidos sobre as belíssimas lajes que envolvem toda aquela zona”, dizem, solicitando que “aquela estrutura seja retirada e que toda a zona envolvente do Açude da Ribeira seja devidamente recuperada e requalificada”.

Referindo que “dada a sensibilidade do local onde o projecto ia ser implantado”, o movimento defende que deveria ter havido debate público e o cuidado de o apresentarem, através da amostragem de uma maqueta, para que os membros da Assembleia Municipal, Assembleias de Freguesia de Lagares da Beira e União de Freguesias de Ervedal da Beira e Vila Franca da Beira e as populações, pudessem ter percepcionado o impacto que uma estrutura como aquela ira ter sobre aquela belíssima paisagem”. E avançam com um conjunto de perguntas às entidades públicas que aprovaram o projecto, algo que no seu entender contraria a legislação.

“Como é possível que todas as entidades públicas tenham aprovado um projecto quando as condicionantes, apresentadas pelo Instituto de Conservação da Natureza e da Floresta, não podiam ser cumpridas? Como se justifica que um projecto apoiado pela União Europeia através do fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, no valor de 375.321.12 euros, com um custo elegível próximo de meio milhão de euros, não cumpra com as directivas emanadas da União Europeia para as questões relacionadas com o ambiente?”, questionam. “Como é que uma obra que se anuncia para promover a conservação, protecção e promoção do património atente contra o próprio património natural? Como é que se pode entender que uma obra a ser edificada dentro da Rede Natura 2000 só seja inspeccionada pelos organismos do estado que a aprovaram, no final da sua conclusão?”, rematam

O movimento “Vamos Salvar o Açude da Ribeira” realça ainda que através de uma Petição Pública se encontra a recolher assinaturas, onde se apela a que aquela estrutura seja retirada e que toda a zona envolvente do Açude da Ribeira seja devidamente recuperada e requalificada e que não se permita a passagem, tendo sempre presente que todo aquele património é uno e assim deve ser preservado. “Porque a estrutura edificada sobre a envolvente o Açude da Ribeira atenta contra o património paisagístico daquela zona e não cumpre com as condicionantes previstas para que ali fosse colocada, vimos solicitar que haja a sensibilidade necessária para ter em conta o que temos aduzido a este caso, por forma a respeitar e preservar a beleza e as características naturais deste Açude da Ribeira e sua envolvente.

Os elementos que assinam a missiva: José Marques, Álvaro Assunção, Clarisse Pires, Francisco Coutinho, Cristina Guerra, João Dinis, Conceição Marques, Carlos Amaral e Fernando Soares.

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