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“Não me digam que são as ovelhinhas que turvam as águas”

O vereador socialista na Câmara Municipal de Oliveira do Hospital quis saber o motivo, que leva a Administração da Região Hidrográfica do Centro (ARHC) a realizar, durante a época balnear, análises semanais às águas das designadas praias fluviais de Avô e Alvôco de Várzeas.

“Estas recolhas têm a ver com o facto de a água não ser de boa qualidade?”, questionou José Francisco Rolo, verificando que com excepção de São Gião que integra a lista das praias em estudo, as restantes praias fluviais do concelho estão excluídas daquela classificação.

Quando estava volvida apenas uma semana desde o início da época balnear, Mário Alves explicou que a designação de praia fluvial depende de “um conjunto de elementos exigíveis” e que já se verificam em Avô e Alvôco de Várzeas. Sublinhou, contudo, que em ambas as zonas balneares são necessárias algumas intervenções, ao nível das condições físicas de apoio, “sob pena de se perder a classificação”.

No que diz respeito à necessidade de monitorização semanal das águas, Mário Alves referiu que tal se deve ao facto de a qualidade da água estar dependente de vários condicionantes físicos.

“A nossa zona é um pouco complexa ao nível da qualidade das águas”, sublinhou o presidente do município, referindo-se em concreto aos problemas resultantes da confluência dos rios Alva e Alvôco, da confluência em Avô com a Ribeira de Pomares e, ainda das fortes chuvadas que arrastam para o rio os resíduos dos incêndios e dos rebanhos que pastam nas margens dos rios.

A explicação é que não convenceu o vereador socialista, rejeitando que sejam “as ovelhinhas que turvam as águas”. “Não é um rebanho que vai aumentar o nível de coliformes fecais nas águas”, referiu José Francisco Rolo, revelando-se mais confiante na tese de que sejam as escorrências de esgotos, as responsáveis pelos problemas verificados.

“Vocês sabem que há escorrências em Alvôco de Várzeas”, sublinhou o socialista, notando que os problemas com a qualidade das águas só serão extintos quando forem resolvidas “definitivamente, as escorrências das fossas sépticas para o rio”. “Deve haver alguma atenção, relativamente, a estas coisas, porque a questão das ovelhas não é possível de controlar”, referiu.

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