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António Lopes

Narcisismo que “mata”… Autor: António Lopes

Um munícipe amigo e empenhado alertou-me para a acta de 14 de Maio, do ano em curso, da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital. Numa atitude useira e vezeira que passou a fazer parte dos períodos de antes da ordem do dia, das reuniões de Câmara, veio o Senhor Presidente, como é hábito e onde não pode ser contraditado, ofender-me e hostilizar-me. A mim, ao CBS e a alguns dos colaboradores.

Numa das últimas Assembleias, dizia o Senhor Presidente, deleitando-se no mais profundo do seu narcisismo, que havia pessoas incomodadas por ele ir à televisão, discutir não sei com quem, por ser vice-presidente da Comunidade Intermunicipal, e mais umas honrarias de que tanto se ufana! Fiquei a saber que é convicção do Senhor Presidente de que nada mais faço que seguir-lhe os passos. Nunca o vi a debater na televisão e só o soube quando ele o disse. Dos cargos que usufrui, isso sei, até porque sou o principal responsável de que os tenha. Para dizer que, sendo os dislates produzidos em Maio e embora deles tenha falado ao de leve na última Assembleia Municipal, ainda não tinha lido as últimas actas e, como tal, desconhecia a façanha.

Naturalmente e no exercício das minhas funções, assumindo que não sou um expert na matéria, chamou-me a atenção uma aparente contradição dos números apresentados. Assim como me chamaram os deste trimestre, para os quais voltei a pedir esclarecimento presencialmente na AM e depois por carta. Até agora nada me foi respondido.
Na minha boa-fé, cedi cópia aos demais partidos, os quais, no momento, tiveram a mesma dúvida que apresentei, tendo o Dr. Luís Lagos feito uma intervenção sobre o assunto, que mereceu o compromisso do Senhor Presidente de esclarecimento na última AM, esclarecimento que, segundo aquele eleito, não serviu de muito, dado que após a explicação disse permanecer com as mesmas dúvidas. Portanto, não vislumbro o enxovalho, a ofensa nem o questionar da honestidade de quem quer que fosse. Como é meu dever, procurei explicação para uma dúvida legítima que tinha.

A verborreia, é disso que se trata, do Senhor Presidente, mais não pretende que esconder a pobreza dos quadros que compõem o actual executivo Municipal, onde, não há um elemento que seja, que tenha a mínima formação e noção destas matérias e, como tal, não houve ninguém capaz de dar uma explicação mínima que fosse à Assembleia Municipal, o que demonstra a “preocupação” (pouca) com a mesma, com o que ali se discute, com a boa gestão do Município.

Admitimos que não tenha o executivo camarário nenhum membro com formação na matéria. O que não admitimos é que não esteja na Assembleia Municipal pessoa qualificada para dar as necessárias explicações e esclarecimentos, sobre a situação financeira e contabilística da Câmara. E se não é de verborreia que se trata, se não é de incompetência o problema, então como se explicam três números diferentes para os custos da Expoh de 2014? Se não é de incompetência que se trata, como se explica que existam mais de dez números diferentes, nas actas e documentos do Município, sobre os custos e deficits do fornecimento de água, tratamento de esgotos e resíduos sólidos? Se é tudo honestidade e transparência porque me é recusado, sistematicamente, as contas destes serviços e porque se recusam a uma discussão séria do assunto como já várias vezes propus?

Se é tudo honestidade e transparência porque não me foi enviada a lista dos colocados na ADESA, ADI, EPTOLIVA e BLC’s. (Desta última mandaram-me há dias, a dos licenciados, mestrados e doutorados, com um desenhador pelo meio)? Se é tudo honestidade e competência porque me recusaram as contas das empresas participadas a o relatório da última auditoria à Câmara? Em Maio de 2014, num “repente” parecido, e “desviando para canto”, o Senhor Presidente fez anunciar um pedido de auditoria. Ainda não há resultados? Há tempos perguntei por essa auditoria na AM, disseram que estava a ser exercido o contraditório! Foi preciso contraditório? E ainda não acabou? Sendo tudo correcto e transparente é preciso contraditório? Volto a perguntar: Porque me sonegam os documentos a que legalmente estão obrigados fornecer? O que há para esconder?

Na “embalagem”, “atirou-se” o Senhor Presidente ao CBS. Mas mudou alguma coisa no CBS? Acaso o CBS não fazia igual escrutínio ao executivo anterior? Acaso o Senhor Presidente não apelou ao tratamento igualitário ao CBS, no tempo de Mário Alves? Acaso não foi pela denúncia e escrutínio exercido pelo CBS que o Senhor Presidente chegou onde está? Acaso o Senhor Presidente não “contratou” o fundador e ex-director do CBS para seu assessor de imprensa? Será compreensível, ao comum dos mortais, estas piruetas do Senhor Presidente? Queria um CBS que anunciasse multidões na manifestação pelo IC e saúde, quando lá estavam os carros da Câmara e Juntas e pouco mais que os organizadores e funcionários (forçados) do Município? Eu vi a manifestação e ouvi a “algazarra”, em directo. Devia ser de outra manifestação. Da que eu estava a ver, não era de certeza. É disso é que o Senhor Presidente gosta. Que o enganem e bajulem. É esse o papel da comunicação social? Por aqui, a linha é sempre a mesma…Sempre soube que era assim…

Menos narcisismo, menos areia para os olhos, mais competência. Tino na cabeça, Senhor Presidente. Cumpra as funções para que foi eleito, que para isso lhe pagam. Deixe-se de caça às bruxas e preocupações com a vida alheia…Não é para isso que se fazem eleições e se elegem presidente de Câmara…Narcisismo mas, nem tanto…

Acta:acta 333acta222acta111

 

 

 

 

 

António LopesAutor: António Lopes

 

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