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Nota póstuma ao amigo Carlos Portugal. Autor João Dinis, jano

É doloroso quando nos morre um Amigo !
Estou muito triste com a morte do meu amigo Engº Carlos Portugal.
Na sua vida foi assumidamente um desportista com um “fair play”‘ quase aristocrático.
Lembro- me dele desde jogos de basquete em Coimbra, pela sua e nossa “velha” Académica. Eu que sempre fui baixote, gostava (e gosto) de basquete embora nunca tenha sido praticante.  Então, nesse tipo de jogo, eu admirava em Carlos Portugal aquela espécie de “vingança”  que ele personificava para mim pois, sendo também ele baixo para jogador de basquete, todavia jogava mais e melhor que a maioria dos altarrões do estilo !  Era ágil, enérgico e, avalio-o ainda hoje com nitidez, decidia um décimo de segundo antes dos altarrões poderem reagir e assim adquiria vantagem.  Pensava instantaneamente e agia de imediato. Obrigado pela satisfação que também por aí me proporcionaste !
E liderava os companheiros e fê-lo enquanto atleta ou treinador ou dirigente desportivo. Bastante eclético nas modalidades que abraçou enquanto praticante de qualidade acima da média desde logo no basquete.  E essas suas facetas eram, aliás, aquelas que, informalmente ou não, ele mais gostava de referenciar.
Mais tarde, em Oliveira do Hospital, cruzámo-nos nas lides autárquicas por partidos (muito) diferentes mas mantivemos um nível de relacionamento  afável, com uma capacidade para o diálogo vivo e bem disposto. Eu gostava de falar com Carlos Portugal !  Tivemos conversas sérias e conversatas (privadas) por vezes  muito frescas e descontraídas.  Sinto que partilhámos um prazer genuíno nessas deambulações por muitas e várias coisas desta vida, bastas vezes fora da política pura e dura.
Como Presidente de Câmara fez obra e deixou amigos.  Pode-se detalhar mas não é preciso fazê-lo hoje e aqui. Poderíamos até organizar um debate sobre o tema nos “Paços do Concelho” de Oliveira do Hospital que foram bem modernizados em obra de um seu mandato…
Enfim, não posso deixar de afirmar que ele não merecia a “rasteira” partidária e institucional que alguns dos seus mais próximos companheiros de partido e de autarquia (à época, início deste século) lhe aplicaram para o fazerem deixar o cargo de Presidente da Câmara antes do final do seu segundo mandato. Foi injusto e ingrato até.
Enfim, a vida tem destas coisas mas também não foi por isso que Carlos Portugal deixou de amar a vida !  Sempre com “fair play”.  Lembro-me bem de ele, sem entrar em pormenores sobre o assunto, sempre dizer que havia muito mais vida para além das tricas partidárias e pessoais e que partia dali para outras actividades de consciência tranquila.  E nunca “fez ondas” … Também nisso foi “um senhor” !
Sentidos pêsames para seus Familiares e Amigos.
Viva o Desporto !  Viva o “fair play” !
Até sempre, amigo Carlos Portugal !
João Dinis, Jano

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