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Nova indústria contribui para diminuição do desemprego em Oliveira do Hospital

Nova indústria contribui para diminuição do desemprego em Oliveira do Hospital

Não resolve os problemas do concelho, mas a abertura da Olijeans, no concelho de Oliveira do Hospital, marca o início de uma nova etapa para cerca de seis dezenas de famílias que por força do desemprego viram adiados os seus projetos de vida.

A indústria da confeção está de regresso à desativada Fabriconfex, em Gavinhos de Baixo. A unidade de que em 2010 lançou cerca 170 trabalhadores, na maioria mulheres, no desemprego, ganhou novo fôlego e acolhe, desde meados deste mês de maio, a recém criada Olijeans. O arranque da empresa que, em plena atividade, conta dar trabalho a cerca de seis dezenas de pessoas, era aguardado com expectativa em Oliveira do Hospital. É que para além de constituir um sinal inegável de que o setor das confeções segue, hoje, a bom ritmo, a abertura da nova empresa veio dar alguma esperança e alento a dezenas de famílias afetadas pelo desemprego.“Para mim está é uma boa altura”, teve oportunidade de referir a empresária, Lurdes Tavares – a jovem empresária de Lagares da Beira é acompanhada no projeto por mais duas pessoas –  ao correiodabeiraserra.com quando, no início deste ano, dava como certo o arranque da nova empresa no primeiro semestre. “A nível nacional está-se a assistir a uma retoma da indústria de confeções e muitos clientes estrangeiros estão a voltar”, disse ainda a empresária numa altura em que já tinha confirmada uma bolsa de clientes, faltando apenas ultrapassar burocracias e entraves relacionados com instalação da nova empresa que chegou a correr o risco de abrir portas no vizinho concelho de Tábua.

Já a laborar no concelho oliveirense, a Olijeans dá assim um forte contributo para o abrandamento dos números do desemprego que desde a crise que, há meia dúzia de anos se abateu sobre o setor, cresceram de forma drástica. O pior cenário foi mesmo aquele que se assistiu em janeiro deste ano, altura em que, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), 1261 oliveirenses marcavam presença na listagem nacional de desempregados. Daí para cá a tendência tem sido de diminuição do número de desempregados. No final de fevereiro, o IEFP dava conta de 1148 desempregados e, no final  de março eram menos 25 os oliveirenses inscritos no Centro de Emprego (1123). Uma descida também verificada no último mês, com os últimos dados  do IEFP a darem conta de um total de 1098 desempregado em 30 de abril. Homens e mulheres são afetados pela onda de abrandamento, já que no final do último mês se encontravam inscritos 577 homens (menos 27 do que em março) e 518 mulheres (menos 26 que em março). No conjunto, a diminuição é na ordem dos três por cento, em relação ao mês anterior. Já em comparação com o mesmo mês de 2012 (923), os números refletem uma subida na ordem dos 16 por cento.

Dos 1095 oliveirenses que a 30 de abril se encontravam desempregados, 59,5 por cento encontravam-se sem trabalho há menos de um ano e 90 por cento encontra-se à procura de novo emprego, sendo que apenas 10 por cento aguardam que lhes seja proporcionada a primeira experiência de trabalho.

O drama do desemprego não é exclusivo de Oliveira do Hospital. A nível nacional, segundo dados do Eurostat divulgados esta sexta feira, a taxa de desemprego alcançou um novo máximo, de 17,8 por cento, em abril, com o desemprego jovem a subir também para um nível recorde de 42,5 por cento.

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