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Nuno Vilafanha quer fazer do PSD “um partido grande como já foi”

É oficial. No próximo dia 25 de janeiro duas listas vão disputar a liderança da Comissão Política de Secção do PSD. Nuno Vilafanha é o segundo a entrar na corrida com o propósito de “levantar o partido que caiu muito nos últimos tempos”.

Ainda no rescaldo do desastre eleitoral autárquico, o PSD de Oliveira do Hospital deixa a nu a dificuldade em ultrapassar as divisões internas. Prova disso é o aparecimento de duas listas candidatas à Comissão Política de Secção do partido – a eleição acontece no próximo sábado entre as 16h00 e as 22h00 – e que surgem à cabeça com dois protagonistas nas últimas eleições autárquicas e que se assumem “amigos”, mas cuja amizade se revela “insuficiente” para os juntar numa única lista.

Conhecida que já era a candidatura de Rui Fernandes à presidência do partido, o correiodabeiraserra.com dá também como confirmada a candidatura de Nuno Vilanha à liderança da Comissão Política de Secção do PSD. Uma confirmação que surge a pouco mais de 48 horas do ato eleitoral e que Nuno Vilafanha justifica com as tentativas de constituição de uma única lista.

“Esta divisão não faz sentido”, entende o candidato à sucessão de António Duarte na liderança do PSD concelhio que, pese embora, a resistência manifestada pela lista liderada por Rui Fernandes à constituição de uma única lista, que Vilafanha não fazia questão de encabeçar, avança para sufrágio com a consciência de ter consigo “um grupo grande de pessoas”, pelo que não terá dificuldade em conquistar o maior número de votos.

 “É claro que ficámos sentidos. Não vamos permitir que nos desrespeitem. Não podemos tolerar tudo”

Com 37 anos, Nuno Vilafanha entra na corrida com o propósito de “levantar o partido que caiu muito nos últimos tempos” e de fazer do PSD “um partido grande como já foi”. Começar por “dar mais credibilidade” ao partido é o objetivo que primeiro se impõe ao candidato que a esta altura se revela descontente com situações ocorridas nas últimas eleições autárquicas.

Em particular, Vilafanha denuncia o “virar de costas” que alguns militantes dirigiram à candidata à Câmara e atual vereadora do PSD na autarquia, Cristina Oliveira. “Um desrespeito” que não colhe o aval de Vilafanha e que, também agora, na preparação da eleição da nova Comissão Política de Secção não gostou de ver. Em concreto, a preparação da lista liderada por Rui Fernandes que “logo se assumiu como candidato, sem ter o cuidado de contactar com os eleitos na Assembleia Municipal”. “É claro que ficámos sentidos. Não vamos permitir que nos desrespeitem. Não podemos tolerar tudo”, desabafou Nuno Vilafanha.

Uma vez goradas a tentativas de formação de uma lista única – “é bom para o PS e traz consequências negativas para o partido”, frisou – Vilafanha assegura não ter medo de avançar para eleições seja qual for o resultado que dali decorra. A seu favor, o candidato entende ter o resultado eleitoral das últimas autárquicas e que não foi favorável ao seu adversário na corrida eleitoral. “Eu sempre disse que o Rui Fernandes não era o candidato ideal para o PSD”, afirmou reportando-se à derrota sofrida pelo cabeça de lista na eleição para a Junta de Freguesia de Nogueira do Cravo.

Na corrida à sucessão de António Duarte de quem é próximo, o candidato esclarece não estar a fazer qualquer “favor” ao ex líder do partido, bem como não ter “medo da sombra do professor António Duarte”. “O professor Duarte tem as suas ideias e eu tenho as minhas. Não tenho problema nenhum com isso”, referiu.

Da lista de Vilafanha faz parte o ex presidente da Comissão Política de Secção, Nuno Pereira, candidato a presidente da Mesa da Assembleia do partido.

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