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O guião socialista… Autor: André Duarte Feiteira

Mudam as personagens, mas o guião é o mesmo! Se analisarmos o Partido Socialista nacional e o Partido Socialista local, rapidamente iremos perceber que existem várias semelhanças, ora vejamos:

António Costa, ao contrário do que muitos acreditam, não aparece por obra do Espírito Santo, nem como salvador da nação! Tudo foi estrategicamente pensado e calendarizado. Sabendo António Costa que facilmente seria reeleito para a Câmara Municipal de Lisboa, optou por deixar o trabalho de “pré-época” rumo às Legislativas para outros indivíduos, e só depois aparecer para reivindicar o trono. Um verdadeiro “mercenário contratado”! Aproveita o desgaste da imagem de António José Seguro, aproveita o trabalha parlamentar feito pelo mesmo (diga-se, vago de ideias) e, quando o momento oportuno chegou, desferiu o golpe final. Que se desengane quem acredita que António Costa é o bom samaritano (se é que ainda alguém acredita); não existe exemplo mais evidente de uma real sede de poder, do que provocar uma crise política no próprio Partido Socialista e colocar de lado os cidadãos que o elegeram para a CML, apenas para reivindicar o seu troféu, provando, assim, que não importam as causas colectivas, mas apenas, e só, os seus interesses pessoais.

António José Seguro, apesar de ter sido simplesmente um mero figurante, vago de ideias e desprovido de alternativas válidas e reais para o País, foi vítima de um mercenário que, astutamente, aguardou o melhor momento para atacar.

Se, internamente, o Partido Socialista apenas visa interesses pessoais, como conseguiria governar o País? Começo a perceber a razão pela qual a troika, curiosamente ou não, entrou três vezes em Portugal sempre sobe governos socialistas, é que existiram muitas questões pessoais para resolver, enquanto foram governo…

Mas, até agora, nada de novidades!

Novidade são as grandes semelhanças que existem entre o PS nacional e o de Oliveira do Hospital, copiosamente iguais, só mudam mesmo as personagens, o guião é exactamente o mesmo.

Em Oliveira do Hospital, mesmo nas vésperas das recém eleições autárquicas, são anunciados dois nomes fortes para as listas do PS, são eles o actual Presidente da Câmara, José Carlos Alexandrino, e o destituído Presidente da Assembleia Municipal, António Lopes, este último apresentado, pelo primeiro, como o homem de confiança.

O que se passou, afinal, para que decorridos somente três meses, aquele que o apelidou de homem de confiança, fosse o primeiro a querer que ele colocasse o lugar à disposição? É simples! Os mesmos mercenários socialistas usam “alguém” para atingir os seus fins, para fazer transparecer união, consenso popular e, unicamente servir os interesses de minorias, substituindo a obra pública por eventos massivos de culto à imagem pessoal do edil. Atingidos os seus objectivos, o “alguém” é colocado fora da máquina socialista.

É clara e assustadora a estratégia do PS, já que todas as instituições (salvo rara excepção) são dirigidas por elementos ligados à máquina socialista! Será que mais ninguém tem valor em Oliveira do Hospital?

Foi antidemocrático o que se observou aquando da destituição do Presidente da Assembleia Municipal. Foi eleito pelo povo, mas porque falou a verdade, e a verdade por vezes é dura de esclarecer publicamente, foi destituído por aqueles, que, também, eleitos pelo povo, foram contra a vontade do povo.

Em partidos democráticos, a diferenciação de ideias dá lugar ao debate, ao diálogo, às diferentes soluções para o mesmo problema, mas, pelo que se pode observar, no Partido Socialista não há espaço para este tipo de política, dando, antes, lugar à política do “ou estás comigo ou estás contra mim”.

Temo que muitos de vós saibam, sintam ou já sentiram repercussões desta política. Esta não é, nem pode ser, a forma de estar na política! já dizia Sá Carneiro “A Política sem risco é uma chatice e sem ética uma vergonha”.

É o momento de os Oliveirenses voltarem a respirar, de voltarem a fazer aquilo para o qual têm valor e competência, de serem felizes, de conseguirem trabalho (algo que é um direito de todos e para todos) pelas suas competências e nunca pelo actual método da amizade partidária.

Como queremos nós construir uma cidade justa, livre, pensante e economicamente rica, quando os cidadãos são corrompidos por quem deveria dar o exemplo?

Acabo com uma frase que uma amiga me fez recordar, espero que o Partido Socialista também possa retirar da frase algo que, ao que parece, acabou por esquecer: “Quando os que comandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito”, Georg C. Lichtenberg.

 

O guião socialista…Autor: André Duarte Feiteira

 

 

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