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O mistério do presidente sumido na noite das eleições. Autor: Carlos Martelo

A noite das eleições, e para além dos resultados.

Foi estranho muito estranho. Lembram-se que na noite das Eleições, conhecidos os resultados que deram a vitória (mais curta que há 4 anos…) ao candidato PS à Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e, portanto, em princípio o próximo presidente, este não apareceu a falar para a comunicação social pelo menos?  Quer dizer, ganhou as eleições e não falou para os munícipes em geral?  Estranho, muito estranho…

Logo, as maiores especulações se fizeram e se continuam a fazer.  Que aconteceu ao homem para «perder o pio», ele que acabava de ganhar as eleições?  Ficou afónico?  Ter-lhe-á acontecido alguma coisa grave e inesperada?  Mas nada disso constou.  Então?

Ontem, estando nós sentados a uma vasta mesa de pessoas geralmente bem informadas, ouvimos uma explicação que, acho, tem alguma piada. Ouviu-se um dos componentes desse grupo chamar o homem em causa de «perna flaca» pelo que lhe perguntámos o porquê desse epíteto.  A explicação veio carregada de ironia apesar de pouco abonatória para o alegado protagonista do fenómeno e acabado de ser eleito presidente do nosso Município.  «Perna flaca» é uma expressão em «portanhol» que significa uma anomalia física, e a seguir motora, em que um indivíduo, ao andar, coxeia devido a uma ou as duas pernas serem «fracas» («flacas») para o fazerem locomover normalmente.  Pois então, esse classificativo vinha sugestionado pelo comportamento demasiado usual do homem que, durante a campanha eleitoral, se terá deixado alcoolizar várias vezes mesmo em público e precisou que o amparassem que já se não aguentava das pernas…tinha a «perna flaca»…

E esse nosso explicador ocasional concluiu, deixando uma hipótese segundo a qual o homem, afinal sumido no rescaldo do combate em que foi vencedor, deve ter-se emborrachado também nessa noite das eleições e ficou «out» (fora)…  E agora?  Será que não é legítimo tirar-se essa ilação perante tão estranho fenómeno?  Claro que é, e a culpa é do próprio até porque o sabemos falador por hábito e gosto pessoais.

Outro dos membros do grupo em que estivemos, ainda aventou que o já ex-presidente da Câmara e próximo presidente da Assembleia Municipal, não lhe «deu a palavra» na noite das eleições, já para o habituar a que seja ele – o próximo presidente da Assembleia Municipal – a mandar na casa por interposto presidente da Câmara e interpostos(a) vereadores(a)…   Aliás, um problema institucional que já vem do tempo do ex-presidente da Assembleia Municipal em 2009 – 2013 e início do mandato seguinte que, com o seu presidencialismo exacerbadamente «deliberativo» assustou o seu parceiro, e na época ainda correligionário, presidente da Câmara, a ponto deste o correr da presidência da Assembleia Municipal para onde tinha sido eleito com a maior votação de sempre (2013) e que, agora, o PS ficou longe de conseguir na votação obtida a 26 de Setembro.

Mas é estranho, muito estranho…

 

E a vendeta despropositada sobre os fantasmas retirados de cavernas da alma

pelo próximo presidente da Assembleia Municipal.

 

Como já se disse, foi o próximo presidente da Assembleia Municipal e ex-presidente da Câmara que, na noite das eleições, falou para a comunicação social após a proclamação da vitória eleitoral do PS.    Essas declarações ainda se encontram publicadas.

Deste homem se diz que é um «santo homem» tamanha tem sido a sua projeção popularucha.  Ora, um homem se for bom é-o por aquilo que faça e por aquilo que diga, pois, falando às pessoas influencia-as nos atos e pensamentos. E os homens bons também são magnânimos aliás como magnânimos, para com os seus inimigos derrotados, devem ser os bons generais após uma vitória em combate.  Aqui onde estamos, neste nosso tempo, não pode haver tentações a serem nem Gengis-Kans nem Talibans, sequer de arremedo!

Mas, que veio ele dizer-nos naquela noite em que acabava de ter uma vitória eleitoral?

Pois, em postura de tipo doentia, centrou-se num ataque feroz e despropositado, carregado de ódio sobre fantasmas da sua imaginação, mencionando-lhes os nomes próprios, atribuindo-lhes supostas ações e intenções, mesmo destinos?!

Em boa verdade, assim e ali, naquela noite que para ele e para o PS deveria ser de vitória, de alegria, de encorajar o futuro, ele focou-se no passado com laivos de alucinações, de objetivos de vendeta em primeiro lugar pessoal.  Cremos não haver outro exemplo assim, tão negativo, noutro qualquer município, naquela noite eleitoral.

Também ouvimos quem dissesse que aquelas declarações, mais do que infelizes, deste futuro-próximo presidente da Assembleia Municipal, revelam já um desequilíbrio mental e afetivo, um autêntico pavor que ele sente perante o seu desaparecimento institucional enquanto presidente da Câmara e principal decisor – talvez o maior poder interno na Câmara – por exemplo, o passar cheques e transferências bancárias por pagamentos…

O homem destapou a sua alma atual e deixou de lá sair, para público, ódios antigos, ressentimentos vários, afinal fantasmas que mantém agrilhoados também no seu coração.

Quer dizer, aquele homem com fama de bom está transformado – o excessivo poder afetou-o – num homem de má índole, vingativo, tendencialmente déspota.  É sempre uma pena quando estas más transformações acontecem.

O futuro-próximo presidente da Câmara que se cuide…

Futurismos são um risco em processos de análise e síntese.  Para não errar, é mais aconselhável adotarmos o célebre princípio daquele ex – jogador da bola que profetizou: «prognósticos só no fim do jogo»…  Mas, tendo em conta todas as envolvências possíveis no exercício do mandato que se avizinha enquanto presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, arriscamos dizer que, se não tiver muita habilidade política, o próximo presidente da Câmara poderá vir a ter mais problemas com a sua maioria de vereadores PS (são três mais ele, o presidente) do que propriamente com a oposição PSD e CDS/PP a qual até poderá vir «a capar», politicamente é claro…  E mais problemas ainda poderá ele vir a ter com o futuro-próximo presidente da Assembleia Municipal que começou logo por lhe não dar a palavra na noite das eleições.

É que se «o futuro a Deus pertence», aos homens e mulheres pertence alicerçá-lo e vivê-lo.  Assim, façam o favor de ser felizes…e atentos, se possível!

 

 

 

Autor: Carlos Martelo

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