Home - Opinião - O Mordomo – na Câmara – é que é o mau? Mas é ele quem conduz e permanece sóbrio. Autor: Feliciano Matos

O Mordomo – na Câmara – é que é o mau? Mas é ele quem conduz e permanece sóbrio. Autor: Feliciano Matos

O Mordomo – na Câmara – é que é o mau? Mas é ele quem conduz e permanece sóbrio.  E faz isso no seu jeito de mudo, alto e a prumo, como um cipreste.  E ele é que é o mau…

Chegou vindo com o «rótulo» daquela entidade patrocinada pela Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, de entre outras.  Pode dizer-se que essa entidade existe para existirem este Mordomo e outros elementos muito ligados ao PS…e outros ligados ao PSD também.

Chegou, e por cá se tem mantido pelos «Paços Perdidos do Município».  Circulando por salas e corredores mas assim como se de facto não existisse ou fosse um holograma sem côr e sem registo.  Pois que faz ele por ali e por acolá, por onde anda, onde pára, que faz, que produz?  Sabe-se que por vezes atrasam os seus razoáveis vencimentos – provenientes de dinheiros públicos.  E é ele o mau da fita?…  Embirra-se com ele mas porquê?  Por ser um produto e por servir ao sistema vigente e aos figuraços que por aqui (ainda) reinam com as suas mordomias  ?

Como se diz «o Homem é o homem e a sua circunstância» mas isto é válido, apenas, até ao ponto em que o mesmo Homem tenha consciência dos principais meandros da sua circunstância e se deixe continuar a ser um simples «produto» sem oferecer a resistência crítica que lhe proporcione a sua própria tomada de consciência sobre a tal circunstância e para, a seguir, atuar em conformidade.

Nós, os críticos de nós próprios e da nossa circunstância como «produtos do meio em que fomos criados», nós também podemos construir os alicerces do nosso próprio destino ou seja, podemos brigar com a nossa circunstância. Podemos vencer ou perder mas que o façamos à nossa própria custa sem explorarmos terceiros.  Sejamos lúcidos e coerentes!

O  Mordomo, na Câmara, anda dentro das suas roupas como se de um «gato pingado» afinal se tratasse.   E «dissolve-se» na sua função de não ter uma função conhecida.

Que nos desculpe a circunstância do homem mas quando ele aparece a usar o mesmo espaço que nós, na sua trajetória indefinida – alto, magro, olhando-nos a fugir de ser visto –  lembra-nos um «gato pingado» dos fazedores de funerais.  Esses também existem para ser «gatos pingados» mas não são eles que provocam os funerais.  Eles não matam ninguém. Servem os defuntos…

O Mordomo, na Câmara, afinal tem utilidade.  É chofer quando não está ocupado a abrir e a fechar um computador.  E mantém-se mudo por vocação.  E é fiel ao PS e aos chefes locais deste…e não tem mulher para lhe poder ser infiel…afinal como outros são.

Ele é o chofer, circunstância, lá está, que o faz permanecer sóbrio enquanto outros podem não ficar.  E assim permanecer horas a fio, sóbrio e serviçal.  E ele é que é o mau…

Porém, meta-se já num sindicato dessa classe, que se avizinham tempos em que o seu trabalho de chofer – tem outro? – pode vir a duplicar.  Ai ainda não deu conta disso?  Pois é, é a sua circunstância que o pode obrigar a trabalhar, a dobrar, como chofer.  Não reparou ainda que o segundo candidato pelo «seu» PS à Câmara, também vai precisar de chofer pois não conduz como também não conduz o primeiro candidato à Câmara?  Ora, é praticamente certo que ambos vão ser eleitos e se o PS ganhar a Câmara, o Mordomo – e chofer – vai tê-los a chamarem-no, a si, às vezes ao mesmo tempo, para que vá buscar a viatura municipal para os levar supostamente em serviço.  E olhe que pode não bastar recorrer ao papá para que este o apoie em alguma reivindicação laboral junto aos chefes PS, da Câmara…

Sindicalize-se homem. Fuja à sua circunstância.  Permaneça Mordomo de postura só que seja, como aliás tem sido, mas recuse-se a ser bi-chofer.  Os chefes, na Câmara, que deixem de ser preguiçosos e que tirem a carta de condução, e conduzam!

Não, o Mordomo não tem a culpa!  Não é ele o mau da fita! Ele é, apenas e circunstancialmente, uma simples «circunstância» …  Meu pai, se o conhecesse, chamá-lo-ia de «nulidade».   Pois que assim permaneça, inclusive perante a nossa atenção.

 

Autor: Feliciano Matos

(Um pagador de impostos)

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