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O responsável pelos incêndios em Trancoso é carteiro e durante o giro distribuía correio e fogo

O presumível autor de várias dezenas de incêndios em Trancoso, distrito da Guarda, nos últimos quatro anos é um carteiro de Trancoso. O suspeito foi detido pela Polícia Judiciária da Guarda e confessou que incendiava a floresta quando fazia o giro pelas aldeias para entregar a correspondência, avança o Correio da Manhã.

Nas últimas semanas esteve sob apertada vigilância – o último fogo que terá ateado foi no passado dia 18. Confrontado com as provas, confessou a autoria dos crimes mas não conseguiu explicar porque o fazia. Usava um artefacto que o próprio fazia e que depois lançava da carrinha para atear fogo ao mato e floresta.

A detenção do carteiro, continua aquele jornal diário, causou surpresa e choque junto dos familiares, amigos e colegas de trabalho, até porque este homem foge ao o perfil normalmente associado a incendiários.

A Polícia Judiciária (PJ), recorde-se, anunciou ontem a detenção de um homem de 55 anos, em Trancoso, suspeito de ter ateado várias dezenas de incêndios florestais, desde o ano de 2013, por “puro incendiarismo”. O Departamento de Investigação Criminal da PJ da Guarda refere em comunicado que o detido é o presumível autor de mais de três dezenas de crimes de incêndio florestal, ocorridos pelo menos desde o ano de 2013 até à presente data, com particular incidência nos meses de verão, em diversas localidades do concelho de Trancoso. Cinco dos quais este mês. O suspeito ficou em prisão preventiva.

A PJ refere que o detido, sem quaisquer antecedentes policiais conhecidos, “terá agido sempre num quadro de puro incendiarismo”. Os incêndios “consumiram vários milhares de hectares de floresta e de terrenos agrícolas, formados por diversas espécies arbóreas e abundante vegetação, provocando elevados danos ecológicos e prejuízos patrimoniais”, acrescenta. A PJ sublinha ainda que os fogos terão sido “todos iniciados por recurso a artefactos incendiários prefabricados pelo próprio autor”.

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