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“Obrigação” reconduziu Rui Monteiro na direcção do FCOH

A afirmação foi proferida sexta-feira, à noite, por Rui Monteiro quando anunciava a sua recandidatura à presidência da direcção do Futebol Clube de Oliveira do Hospital (FCOH).

Com apenas meia dúzia de sócios presente – entretanto compareceram mais dois no auditório da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo – a Assembleia Geral do FCOH ficou marcada pelo clima de pesar e insatisfação, devido ao desinteresse manifestado pelos associados relativamente ao futuro do clube.

Sem que tenha aparecido qualquer lista candidata a ocupar os órgãos sociais do clube, a equipa de Rui Monteiro viu-se obrigada a dar continuidade ao trabalho iniciado. “Há, de facto, várias situações pendentes desde que tomámos posse e gostaríamos de criar mais condições no clube”, referiu Rui Monteiro, que foi reconduzido por unanimidade na direcção do clube, numa lista em que Mário Brito continua à frente da Assembleia Geral e Maria José Falcão de Brito preside ao Conselho Fiscal.

Eleito tesoureiro, Manuel Dinis, foi o que começou por revelar maior descontentamento pelo momento que o clube atravessa, chegando a considerar que a equipa que integra não deveria aceitar ser eleita. “É claro que as pessoas não querem futebol em Oliveira do Hospital”, frisou Dinis, verificando que perante as condições em que a lista foi eleita, os órgãos sociais “não têm motivação”.

As dificuldades económicas que o clube tem vindo a enfrentar foram evidenciadas pelo responsável do FCOH, que verificou que “o clube não tem negócios, nem actividades capazes de gerar dinheiro”. Neste ponto, chegaram até a ser recordadas as possibilidades de gerar receitas que foram pensadas pelo clube, mas que acabaram por ser inviabilizadas como foi o caso do posto de combustível.

Em face dos problemas económicos, Monteiro frisou a dependência do clube em relação aos subsídios da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, referindo que “se não existirem subsídios, vai acabar o desporto em Oliveira do Hospital”.

No entanto, para o reeleito presidente da direcção “os apoios não são suficientes” e, a decisão da autarquia de delegar competências para os clubes, não se deve esgotar nos simples subsídios, porque as infra-estruturas “são fundamentais”.

Faltam infra-estruturas ao clube

 

Decididos em apostar em todos os escalões de formação, a equipa de Rui Monteiro entende que é cada vez mais urgente a existência de um campo sintético que possa servir o FCOH, porque, até aqui os treinos e os jogos têm decorrido no campos de Lagos da Beira e no Municipal.

Na opinião do presidente da direcção, o local ideal até seria junto à zona escolar para que também possa ser usado pela comunidade educativa. É que, nos moldes em que funciona, o relvado do campo de Santo António em Nogueira do Cravo está – na opinião de Monteiro – “a ser subutilizado”. “Não está a ser usado como deveria”, entende o responsável que, pretende poder este ano beneficiar daquele campo relvado, em cumprimento do que ficou acordado em protocolo que prevê a sua utilização por outros clubes concelhios.

Também a questão da sede do FCOH esteve em cima da mesa da última Assembleia geral, com o presidente da direcção a questionar “quantas sedes foram feitas a expensas dos próprios clubes ou outras associações e instituições?”

Esclarecendo que o falado terreno que dizem ser do FCOH, não o é na realidade, porque não está no nome do clube, Rui Monteiro verificou também que pela exiguidade do espaço, o terreno “mal dá para os jogadores estacionarem em dia de treino”.

“Aquilo é uma nesga de terreno e que eu saiba o FCOH não tem património nenhum”, afirmou o responsável, reconhecendo, porém, que o melhor para o clube não é ter património, mas sim “infra-estruturas que possa utilizar”.

Encarando uma possível cedência de espaços como uma das soluções para o FCOH, Monteiro referiu que o que tem faltado ao clube é “um mecenas que lhe dê um terreno”, tal como aconteceu com Lagos da Beira, Touriz e a generalidade das associações.

A certeza é de que os órgão sociais vão permanecer no clube por pelo menos um ano e com a intenção de manter todas as camadas e apostar na formação. “Era também importante que melhorássemos em termos de infra-estruturas” insistiu Monteiro, notando que os problemas também são visíveis ao nível das viaturas usadas pelo clube para o transporte de atletas.

Alexandrino quer complexo desportivo em Oliveira do Hospital

Em defesa de uma “visão futurista”, José Carlos Alexandrino referiu que o ideal para o FCOH e para o desporto em geral é a aposta num “complexo desportivo”. Na opinião do professor, treinador e candidato do PS à Câmara Municipal, “Oliveira do Hospital já merecia ter esse complexo desportivo”, porque “assim seria mais fácil motivar os miúdos”.

José Carlos Alexandrino opôs-se às pequenas obras que passem por dotar um campo com relvado sintético, por verificar que “acaba por se gastar o mesmo dinheiro”. Para o efeito, considera ser necessário “bater às portas em Lisboa e arranjar apoios de comparticipação”.

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