Home - Sociedade - Saúde - Oliveira do Hospital e mais 17 localidades do concelho com água imprópria para consumo

Oliveira do Hospital e mais 17 localidades do concelho com água imprópria para consumo

A informação consta de um aviso, datado de 14 de Julho, a que este diário digital teve acesso num café da cidade – o documento não consta da página principal do site da autarquia – que dá conta do “incumprimento de um parâmetro microbiológico num ponto da Zona de Abastecimento do Lagar Novo”.

Assinado pelo próprio presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, o aviso identifica problemas na água da rede pública nas localidade de Oliveira do Hospital, Gavinhos de Baixo, Gavinhos de Cima, Vendas de Gavinhos, Catraia de São Paio, São Paio de Gramaços, Gramaços, Bobadela, Penalva de Alva, Santo António do Alva, Aldeia de Nogueira, Senhor das almas, Galizes, Santa Ovaia, Venda da Esperança, Lourosa, Vilela e Vila Pouca da Beira.

Em face de uma situação de água imprópria para consumo, a autarquia liderada por Mário Alves solicita “por precaução”, e “até serem conhecidos os resultados das análises de confirmação”, aos consumidores “para que não utilizem a água para consumo humano sem prévia fervura”.

Problema “resolve-se com uma maior adição de cloro”

Contactada pelo correiodabeiraserra.com, a delegada de saúde pública do concelho de Oliveira do Hospital confirmou o incumprimento nos valores da última análise feita naquele ponto de abastecimento, mas garantiu não estar em causa qualquer tipo de contaminação.

Guiomar Sarmento disse tratar-se de uma alteração nos valores do cloro que se “encontram abaixo do normal”. “Resolve-se com uma maior adição de cloro”, explicou a delegada de saúde, insistindo com a indicação de que “não há sinais de contaminação”.

Confiante de que, por esta altura, o problema já esteja resolvido e estejam apenas a ser aguardados os resultados das novas análises, Sarmento explicou que o aviso à população é sempre o melhor procedimento a adoptar.

“Eu própria solicitei à Câmara para que avisasse a população”, adiantou, explicando que foram colocados avisos nos espaços públicos das localidades incluindo Juntas de Freguesia.

Questionada por este diário digital sobre o motivo pelo qual o aviso não chegou às redacções dos órgãos de comunicação social locais, Sarmento considerou que esse não seria o melhor veículo de informação, por entender que “em termos de rapidez interessa mais afixar o aviso no café onde muita gente vai”. “As pessoas passam a palavra umas às outras”, insistiu.

LEIA TAMBÉM

Rússia detectou primeiro caso de transmisão a humanos de estirpe do vírus da gripe das aves

A Rússia anunciou hoje que detetou o primeiro caso de transmissão a humanos da estirpe …

Indice de transmissibilidade do SARS-CoV-2 já está negativo em Portugal e há redução de casos em todo o país

O índice médio de transmissibilidade (Rt) do vírus SARS-CoV-2 está nos 0,66, representando uma tendência …