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Oliveira do Hospital resiste à constituição de Mega Agrupamentos

 

“Contra qualquer tipo de agregação este ano letivo”, o presidente da Câmara quer adiar o processo para 2013, perspetivando uma solução “pioneira” para Oliveira do Hospital.

Numa altura em que a constituição dos Mega Agrupamentos voltou a gerar algum reboliço entre as comunidades educativas, Oliveira do Hospital volta a dizer “não” à constituição das novas realidades educativas e que já são visíveis um pouco por todo o país.

Uma resistência que surge em jeito de adiamento, com o presidente da Câmara Municipal a opor-se a “qualquer tipo de agregação este ano letivo”, e que em reunião realizada na Direção Regional de Educação do Centro já foi transmitida pelo autarca à diretora Cristina Oliveira.

Em declarações prestadas ontem à margem da Feira do Livro, o presidente da Câmara Municipal esclareceu que o município “não quer ser uma exceção”, mas quer antes avançar para uma agregação que tenha por base dados acerca daquilo que será a realidade educativa concelhia nos próximos 10 e 20 anos. José Carlos Alexandrino adiantou que o município tem em curso um “projeto educativo” que permitirá fazer uma revisão da carta escolar.

“Antes do resultado será precipitado fazer agregação”, constata o presidente oliveirense que, em mente, assegura ter “uma ideia muito interessante e pioneira em termos de reorganização educativa”. O presidente da autarquia remete por isso uma tomada de posição sobre a futura reorganização para o momento em que o estudo estiver terminado, prevendo que a reorganização só venha a acontecer em 2013, altura em que também os diretores das diferentes escolas terminam os seus mandatos.

Ainda que não avance com nenhum dado acerca do modelo que defende para o concelho, Alexandrino deixa clara a sua oposição à junção entre o Agrupamento de Escolas Brás Garcia de Mascarenhas e a Escola Secundária de Oliveira do Hospital. “Há quem defenda que por ter uma vizinha bonita, deverá logo casar com ela e eu, pela experiência, entendo que não”, refere o autarca, assegurando porém que no decorrer de todo o processo, o município tem ouvido todos os órgãos escolares de “forma democrática”.

“Não sou dono da verdade e da educação”, esclarece o autarca, que espera que o município venha a beneficiar de um novo modelo educativo que “tenha sustentabilidade”.

A resistência verificada em Oliveira do Hospital não é caso único no país, mas já obrigou a DREC a solicitar reunião com o secretario de Estado para analisar este processo em particular.

Ainda que não haja qualquer decisão quanto à reorganização educativa que venha a acontecer no concelho, o correiodabeiraserra.com sabe que, nas últimas semanas, uma das propostas colocadas em cima da mesa, seguia no sentido de os os quatro agrupamentos de escolas e a secundária ficarem reduzidos a dois Mega Agrupamentos. Uma solução que passaria por juntar o Agrupamento Brás Garcia de Mascarenhas com o da Ponte das Três Entradas num Mega Agrupamento e de agregar a Secundária com os agrupamentos de escolas de Lagares da Beira e Cordinha, num segundo Mega Agrupamento escolar.

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