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Onda de calor pode levar “a quebra de 70 por cento na produção de fruta da região Centro”

O longo período de tempo previsto de altas temperaturas está a preocupar os produtores de fruta, como a maçã ou pêra.  Uma onda de calor que segundo os produtores vem numa das épocas mais sensíveis para a fruta. Nuno Tavares Pereira, um produtor em larga escala, acredita que as temperaturas elevadas podem levar “a uma quebra de 70 por cento da produção de maçãs e pêras para o mercado de frescos. “Os frutos ficam sem qualidade para esse tipo comércio”, explica.

Este produtor aconselha, todavia, algumas medidas que podem ajudar a mitigar os efeitos nefastos do clima, como a colocação de redes, o tratamento anti escaldão à base de óleos de Verão e a utilização mais intensa de rega. “Mas para agravar o problema, esta onde de calor está acompanhada por uma seca anormalmente grave e preocupante”, frisa Nuno Tavares Pereira, defendendo também que se evite a habitual “monda”, que é feita nesta altura em que a fruta está pequena e com pouco calibre. “Neste processo, são retirados alguns frutos e folhas. Em minha opinião é que não lhe toquem porque a fruta e a folha protegem-se, evitando que a exposição solar sobre outros frutos seja tão elevada”, avisa.

Este produtor de Oliveira do Hospital considera que esta onda de calor vem precisamente numa fase critica para a fruta. “Ainda estamos na fase da engorda, vamos chamar-lhe assim, das maçãs, pêras e de outros frutos. É a fase de crescimento e de ganharem cor. Não aguentam 10 a 15 dias com temperaturas acima dos 30 graus. Sofrem o que é designado por escaldão. A fruta fica queimada antes de amadurecer”, sublinha.

Quando lhe perguntamos se existem algumas medidas por parte de quem tutela esta área no Governo, Nuno Tavares Pereira limita-se a dizer que “o Ministério da Agricultura já devia estar no terreno há muito”. “Mas não sentimos qualquer apoio e sobre isso há muito a dizer”, conclui.

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