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Espectáculo inédito em Oliveira do Hospital: ópera Bastien e Bastienne, de Mozart, ao vivo, em Ervedal da Beira

O Teatro de Ervedal da Beira (SRE) irá receber no próximo sábado, ao vivo, pelas 21h30, a ópera integral Bastien e Bastienne, de Mozart. O espectáculo enquadra-se na celebração os 260 anos do nascimento do compositor e é, pelo menos, nos tempos modernos, o primeiro do género que se realiza no concelho de Oliveira do Hospital.

Trata-se de uma obra juvenil, a primeira escrita por Mozart, quando tinha 12 anos de idade, mas afigura-se já como uma pequena obra-prima, de grande qualidade musical e adequada a um público de várias idades. É uma ópera do tipo singspiel, género desenvolvido no mundo germânico, com temas mais quotidianos, e incluindo representação falada e cantada. Nesta obra, o tema é de tipo pastoril, de amores e desamores entre dois apaixonados pastores que tentam recorrer à magia, quando afinal a solução está bem ao seu alcance…

Promovido por Maria José Borges e Rui Valentim, este projecto, que vinha sendo concebido há mais de um ano, tornou-se possível graças ao empenho do Teatro e a Sociedade Recreativa Ervedalense (SRE), ao apoio da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, bem como à colaboração da Academia de Música OHPhicina das Artes — parte integrante da Associação Cultural de Oliveira do Hospital —, que cedeu Instrumentos musicais e outros equipamentos, e a ajuda, desde os primeiros momentos, do maestro Rui Marques. Embora o original seja em alemão (ao contrário da maioria da produção operática de Mozart), em Ervedal será apresentada a versão portuguesa, interpretada por três cantores e um pianista, seguindo a norma internacional, segundo a qual a obra é cantada na língua dos países onde se representa.

A produção tem direcção musical e acompanhamento ao piano do Maestro Armando Vidal, sendo interpretada pelos cantores Calebe Barros (Baixo/Barítono), António Geraldo (Tenor) e Leonor Robert (Soprano). A encenação é de Rui Valentim e de Maria José Borges e cenários originais, figurinos e adereços de Rui Valentim. A pesquisa histórica e musicológica ficou a cargo de Maria José Borges, docente da EMCN (Escola de Música do Conservatório Nacional), enquanto o apoio de palco e iluminação será da responsabilidade de Luís Marante (do Grupo de Teatro da SRE).

Antes da ópera haverá um breve “aperitivo musical” proporcionado por alguns alunos da academia de música da OHPhicina das Artes (Gabriel Martins, Mariana Freixinho e Magda Gomes, no piano; Carolina Minas, no violino, e João Nunes, na guitarra clássica), que abrilhantarão a primeira do espectáculo executando diversos trechos musicais.

Os bilhetes para esta apresentação poderão ser adquiridos na Sociedade Recreativa Ervedalense, no posto municipal de turismo e na academia de música OHPhicina das Artes, em Oliveira do Hospital.

Um talento precoce…

Mozart, nascido em 27 de Janeiro de 1756, em Salzburgo (na actual Áustria), mostrou uma habilidade musical prodigiosa desde sua infância. Começou a compor aos cinco anos de idade e passou a apresentar-se para a realeza europeia, surpreendendo com seu talento precoce. Na adolescência, foi contratado como músico da corte em Salzburgo. Mas as limitações da vida musical na cidade impeliram-no a procurar um novo cargo em outras cortes. Sem sucesso. Ao visitar Viena em 1781 com seu patrão, desentendeu-se com ele e solicitou demissão. Optou por ficar na capital, onde, ao longo do resto de sua vida, conquistou a fama. Mas pouca estabilidade financeira.

Nos últimos anos de vida apresentou algumas de suas sinfonias, concertos e óperas mais conhecidos. As circunstâncias de sua morte prematura (aos 35 anos) deram origem a diversas lendas. Deixou uma esposa, Constanze, e dois filhos.

Foi autor de mais de seiscentas obras, muitas delas referencias na música sinfónica, concertante, operística, coral, pianística e camerística. As suas obras foram louvadas por todos os críticos da sua época, embora muitos a considerassem excessivamente complexa e difícil. Estendeu sua influência sobre outros compositores ao longo de todo o século XIX e início do século XX. Hoje, Mozart é visto pela crítica especializada como um dos maiores compositores do ocidente, conseguindo conquistar grande prestígio mesmo entre os leigos.

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