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Os cabeleireiros e as guerras de “concorrência desleal” do serviço ao domicílio

A Associação Portuguesa de Barbearias, Cabeleireiros e Institutos de Beleza (APBCIB) condenou hoje a “concorrência desleal” por parte de profissionais que, face ao encerramento obrigatório dos estabelecimentos durante o confinamento, exercem a actividade ao domicílio. “Isto é completamente proibido. Além de se estar a propagar a pandemia (porque não sabemos o que é que levamos para casa das outras pessoas, nem as condições das pessoas que recebemos em nossa casa), é uma concorrência desleal para com os colegas que estão encerrados e a cumprir o confinamento, para que consigamos abrir todos em conjunto e o mais breve possível”, afirmou a secretária-geral da APBCIB em declarações à agência Lusa.

Cristina Bento sublinha que esta prática “fomenta uma economia paralela e a informalidade fiscal, prejudicando o desenvolvimento económico do próprio país”. “Isto tem de ser combatido. É uma concorrência desleal que não pode existir e é quase um desprezo dos profissionais para com os outros profissionais que não podem abrir os seus estabelecimentos e que são forçados a cumprir e não querem correr estes riscos”, sustenta.

Segundo a dirigente associativa, este tipo de situações “tem aumentado muitíssimo” nas últimas semanas, após o encerramento obrigatório dos estabelecimentos do setor devido à pandemia, sendo numerosos os casos de “pessoas que anunciam os serviços nas redes sociais, com o número de telefone, o horário em que podem atender e o tipo de serviço que fazem”.

“Nós denunciamos estas situações às entidades competentes, nomeadamente à GNR ou à PSP, mas os anúncios têm quase sempre apenas um contacto de telemóvel, raramente têm uma morada, pelo que há muita dificuldade em fazer o rastreio dessas pessoas”, disse. Ainda assim, “o que a PSP faz é alertar a pessoa, para esse contacto, que não pode prestar esse tipo de serviços e avisá-la para retirar imediatamente essa divulgação nas redes sociais”.

Embora “em menor número”, a associação diz ter também registo de “casos de estabelecimentos de cabeleireiro que também estão a funcionar à porta fechada” e relativamente aos quais “tem havido denúncias, nomeadamente de proprietários de outros estabelecimentos que estão encerrados”. Nestes casos, salienta Cristina Bento, os transgressores têm vindo a ser autuados, sendo a coima entre os 1.000 e os 2 mil euros para o estabelecimento e de 200 euros para o próprio cliente.

 

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