Home - Últimas - Os  “Doze Trabalhos” do (novo) Presidente da Câmara Municipal, que até poderá ter um mandato favorável, assim tenha o jeito necessário para isso… Autor: João Dinis, Jano

Os  “Doze Trabalhos” do (novo) Presidente da Câmara Municipal, que até poderá ter um mandato favorável, assim tenha o jeito necessário para isso… Autor: João Dinis, Jano

Em estórias antigas de grandes mestres do conto/narrativa escrito, se fala nos “doze trabalhos” do herói grego Héracles, depois romanizado como o Hércules das grandiosas façanhas à base da coragem física e da força sobre-humana, afinal, de um semideus.  Mas este herói foi-o ao cumprir castigos que, uns atrás dos outros, lhe puseram a vida em perigo.  Protagonizou, assim, façanhas decorrentes desses castigos dos quais ele se desembaraçou até terminar a morrer no Olimpo e, ainda assim, sempre com os privilégios devidos a um semideus.  Nos tempos (mais) modernos, foi passado a não sei quantos filmes.

Noutro nível, eu gosto bastante daquela soberba banda desenhada dos “12 Trabalhos de Astérix” que também já está em filme.  Este herói gaulês, de pequeno porte mas de alma chauvinista à boa maneira galo-franca (francesa), é menos espectacular que o Hércules mas é igualmente eficaz com a ajuda da sua “poção mágica”, pois claro. E continua vivo e periodicamente em acção em livros sucessivos de banda desenhada e em mais filmes.

O novo Presidente da Câmara, acabadinho de ser empossado,

não é nem gaulês nem grego ou romano e, ao que se sabe, não tem superpoderes.

 

Tem ele, agora, a função de ser o Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital para promover o nosso Município e isso é um desafio mas não é um castigo.

Os Oliveirenses é que podem vir a ser “castigados” pela opção que fizeram a 26 de Setembro passado ao escolherem-no para Presidente e em maioria partidária no Executivo Camarário, na Assembleia Municipal e na maioria das Freguesias.

Sinceramente, fazemos votos de que assim não aconteça o que também não quer dizer que não nos mantenhamos atentos e interventivos, se necessário críticos, quanto às medidas concretas que ele e a maioria venham a aplicar, ou à falta de medidas, durantes estes 4 anos de mandato, portanto durante a sua natural e à partida legítima  governança municipal.  Mas atenção, desde já, que só não haverá qualquer crise com maior ou menor impacto “presidencial” e político-partidário, na exacta medida em que os principais problemas do Concelho venham a ser resolvidos ou estejam em vias disso.  E, para conseguir um tal objectivo, nem sequer será necessário atingir aquela predestinação do “falar com Deus” de que outros já se gabaram…

Os “Doze Trabalhos” do Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital

Antes de avançar com o “caderno de encargos” ao Presidente da Câmara, cabe ainda dizer que, dentro daquilo que a “futurologia” nos permite antecipar, ele poderá vir a ter um mandato bem mais “sossegado” – e mais favorável – que este que agora terminou (2017 – 2021) pois não vamos ter – “Vade retro !” – incêndios trágicos – furacões destruidores – pandemia avassaladoramente mortífera.  Mesmo o desemprego estrutural (como havia em 2009) não é previsível que regresse ao Município nos tempos mais próximos pelo menos.

E até há as (boas) perspectivas do orçamento da tal “bazuca” que importa não venha a ser reduzida a uma mera “pressão de ar” para o nosso Concelho… Assim haja bons projectos.

Portanto, o Presidente da Câmara e a maioria partidária que em princípio o acompanha vão ter condições favoráveis ao exercício de um mandato operativo.  Este objectivo depende mais do jeito político (coesão interna) e de bom relacionamento (afável, com muitas fotos “selfies”) com os Eleitores e Eleitoras – características a comprovar – do que dependerá, enquanto êxito, de eventuais dificuldades em ter acesso aos dinheiros a captar que os há.  Portanto, se falharem nos seus principais projectos, a eles, à falta de jeito, principalmente o ficarão a dever.  Passemos então ao tal “caderno de encargos”:

1º Trabalho –  Manietar politicamente a “oposição” dentro do Executivo.

Há alguns exemplos dessa vantagem política e partidária como aconteceu no 1º mandato da maioria relativa PS em 2009 – 2013 e já tinha acontecido com a menor maioria relativa PS – no mandato com César de Oliveira a Presidente (1989-1993).

2º Trabalho –  Evitar ou controlar possíveis conflitos internos entre os representantes PS dentro do Executivo e com o Presidente e a maioria (PS) da Assembleia Municipal.

3º Trabalho –  Contribuir para que – finalmente ! – o IC 6 atravesse o concelho de Oliveira do Hospital.

4º Trabalho – Acabar e inaugurar a obra de “Santa Engrácia” que é a recuperação da Casa da Cultura César de Oliveira e terminar a renovação da Zona Histórica da Cidade.

5º Trabalho – Impedir tentativas de fazer aumentar, e muito, os custos da Água, do Saneamento e do Lixo.

6º Trabalho – Contribuir para a construção – de raiz – do novo edifício da ESTGOH, Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital.

7º – Trabalho – Dirigirem, a Câmara Municipal e as Freguesias, os projectos de reflorestação das áreas percorridas pelos incêndios nomeadamente em 2017.

8 º Trabalho – Proceder à despoluição do Rios, Ribeiras e Linhas de Água, e a defesa das suas margens e vertentes.

9º Trabalho – Respeitar a autonomia das Colectividades Populares e das Freguesias e deixar de as tentar manipular a pretexto dos subsídios camarários. Duplicar (passar para mais de um milhão de Euros/ano) a verba do orçamento municipal a transferir para aplicação à directa responsabilidade das Juntas de Freguesia.

10º Trabalho – Desbloquear o acesso aos Lotes da Zona Industrial de Oliveira do Hospital e agilizar o acesso em outras zonas industriais.

11º – Trabalho – Descentralizar e democratizar a Cultura, a Arte, o Desporto e as Actividades Recreativas e de Lazer.

12º Trabalho – Construir e inaugurar o chamado “Campus Educativo”, a futura Pré-Escola e futura Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico Básica ou ex-Escola Primária, dentro da Cidade.

Pela transparência democrática      –      Mais respeito pela Democracia

Enfim, reconheça-se que mais Trabalhos haverá.  Porém, uma outra dimensão é necessário conquistar a qual não é enquadrável como um “trabalho” a que nos tenhamos que submeter mas que, antes, deve ser assumida como sendo uma devoção no sentido mais íntimo, como uma prática institucional por convicção seguida:- a da democratização e da transparência da vida e do ambiente autárquicos, desde logo com a garantia do efectivo respeito democrático para com os adversários.

A também passar muito pelo comportamento a ter – por parte dos titulares dos principais Órgãos Autárquicos – para que, de facto, haja uma real igualdade de tratamento e uma efectiva igualdade de oportunidades das Cidadãs e dos Cidadãos Oliveirenses perante os poderes municipais – políticos e partidários – aqui instituídos e também perante os poderes nacionais.

Ora, consideramos, esta dimensão, amplamente democrática e comportamental, tem sido subvertida, e muito, dentro do nosso Município e pelos seus principais Órgãos Autárquicos, assim originando entorses e injustiças na nossa vida mais colectiva.  Eis, portanto, uma das mais candentes e difíceis missões autárquicas, e não só autárquicas, a tentar prosseguir.

Votos de melhoria significativa desta situação anómala que se tem vivido !  Êxitos para quem trabalhe também com um tal objectivo !

Da nossa parte, a luta vai continuar ! Sem cedências ou compromissos espúrios ou desviantes.  Afirmámo-lo há quatro anos atrás e reafirmamo-lo agora, outra vez e sempre

Para vivermos melhor na nossa Terra, na nossa Freguesia e no nosso Município!

 

 

Autor: João Dinis, Jano

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