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Padrasto de Ricardo Cruz acusado de assédio em plena Assembleia Municipal de Tábua e alegada vítima criticou indiferença do candidato à autarquia a solicitou ajuda

A última reunião da Assembleia Municipal de Tábua deste mandato contou com dois episódios burlescos que mancharam a dignidade do plenário. Uma senhora acusou padrasto do actual candidato à Câmara Municipal de Tábua, Ricardo Cruz, de assédio e criticou a indiferença do vereador quando lhe pediu a intervenção. O acusado encontrava-se na plateia e disse que ele é que fora assediado. Pelo meio, a bancada do PS retirou a confiança política a um ex-correligionário por este ter integrado a lista integrado lista do PSD/CDS-PP em Espariz.

Logo a abrir, a bancada socialista decidiu retirar a confiança política a Luís Miguel Pereira, membro da assembleia de freguesia de Espariz/ Sinde eleito por aquela força política e que, nestas eleições, decidiu integrar as listas do PSD/CDS à mesma União de Freguesias. Luís viu-se “enxotado” do lugar que lhe fora destinado na bancada do PS, recebendo alguns “mimos” dos elementos ali presentes, como foi o caso de João Moura, presidente da JF de Meda de Mouros, que lhe disse para se levantar e deixar a cadeira ao lado dele, porque “era uma vergonha”. O “dissidente” e que se tornou, num ápice, deputado independente, ocupou uma fila atrás no CCT. Este incidente viria a ser comentado por Vítor Melo, da bancada do PSD, que lembrou que este episódio serviu apenas para “humilhar Luís Pereira, porque há, há muito tempo ele se tinha desvinculado do PS. Aqui está um bom exemplo da vossa democracia, ou seja, ou és por mim ou és contra mim. Esquecem-se que as eleições autárquicas nomeiam pessoas que querem o bem comum para as suas terras, independentemente das suas cores partidárias. Têm toda a liberdade em apostar em projetos que considerem mais válidos. Pergunto: quantas pessoas sociais-democratas fazem parte do elenco do PS e nunca lhe foi retirada a confiança política?”, salientou o deputado do PSD. Olga Nunes, da bancada socialista, retorquiu, falando “em procedimentos a cumprir a partir do momento em que Luís Pereira se desfiliou do partido e integrou uma lista do partido contrário”.

O segundo episódio caricato, diria, burlesco, ocorreu no final da sessão na parte respeitante à intervenção do público. Suzete Nunes levantou-se e foi ao palco denunciar o assédio e os “apalpanços” que teria sido vítima por parte do Sr. Luís Gamboa, companheiro da mãe do candidato do PS, Ricardo Cruz, quando vivia numa casa num condomínio da Rua da Cerâmica e que diz ter sido obrigada a vender “por que o inferno era total”, deitando por terra o sonho do marido, já falecido, que era fazer a sua vida em Tábua. Sublinhou, denotando uma grande emoção, ter solicitado a Ricardo Cruz para interceder junto da mãe sem resultado, por que “ bastava uma palavra de alguém para que isso não se tivesse passado”, estranhando a senhora essa atitude de aparente indiferença por parte do candidato do PS que procura ter responsabilidades acrescidas na governação do concelho nas próximas eleições autárquicas.

“Isto tem a ver com uma pessoa da Câmara Municipal e é aqui que tenho de apresentar a minha queixa”, frisou. O curioso nesta polémica é que na plateia estava sentado o próprio Luís Gamboa, que devolveu as acusações, clamando que ele é que fora a vítima de assédio. Um caso explosivo que o presidente da assembleia municipal, Nuno Tavares procurou pôr fervura – “”Dona Suzete compreende, isto e uma assembleia municipal”, disse – mas o caldo estava definitivamente entornado, manchando esta derradeira sessão de um órgão que se pretende que funcione de uma forma digna e elevada.

Refira-se, por último, que aumento da fatura da água foi outro tema dominante. Com Rui Brito Pereira, anterior líder do PS, a questionar diretamente o presidente Mário Loureiro sobre o assunto, lembrando que no concelho há pessoas com “responsabilidades acrescidas que não têm contador da água”. O presidente sublinhou que as tarifas foram reduzidas a partir de junho em 20 por cento, após uma “luta como Presidente do Planalto Beirão” para que essa medida se concretizasse. Outras questões relevantes foi a aprovação de uma derrama de 1,5 por cento sobre o lucro tributável das empresas, medida que viria a não obter a aprovação da bancada do PSD, pois as empresas já foram nos últimos meses mais do que prejudicadas com a pandemia: E igualmente a aprovação de uma percentagem de cinco por cento a que o município tem direito no IRS dos sujeitos passivos com domicílio fiscal no concelho para o ano de 2022.Ficou também a saber-se que a dívida da Câmara à banca ronda os 6 milhões de euros (segundo  a oposição  esse valor atinge os 8 milhões), esclarecendo Mário Loureiro que a prestação de contas da chamada Conta Solidária será feita no final do exercício no final do ano e não, como seria expectável pela oposição, no fim do seu mandato.

No final, Mário Loureiro fez uma longa intervenção de despedida, lembrando as obras feitas durante o seu mandato, sublinhando que sai com a “consciência de ter “cumprido o meu dever”, pedindo desculpa “se alguma vez ofendi alguém”, olhando para o local onde se encontrava o jornalista que assina esta prosa e que foi insultado pelo autarca no decorrer de uma sessão do executivo.

 

Texto e fotos: José Leite

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