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PCP acusa grupo Aquinos de “impor ilegalmente férias aos trabalhadores”

O PCP de Coimbra acusa de ilegal a medida do grupo Aquinos que colocou 3.200 trabalhadores das suas fábricas  de Tábua, Carregal do Sal e Nelas de férias devido ao Covid-19. “O PCP tem chamado a atenção para aproveitamentos, por parte de sectores do patronato e de grupos económicos, para o ataque aos direitos dos trabalhadores a propósito da pandemia COVID 19”, adianta hoje o partido em comunicado, sem referir que o grupo Aquinos, quando tomou a medida, deixou claro que esta medida só poderia prosseguir com o acordo dos trabalhadores.

Acrescentando que “têm surgido casos de recurso indiscriminado e arbitrário ao Lay-Off e a multiplicação de atropelos a direitos e à própria liberdade sindical, com consequências na redução de salários e rendimentos dos trabalhadores e nas receitas da Segurança Social”, os comunistas sublinham que“estes aproveitamentos juntam-se pressões do patronato para marcação forçada de férias como no caso do Grupo Aquinos, produtor de Sofás e Colchões com unidades de produção em Tábua, Carregal do Sal e Nelas, assim como França e Polónia”.

Recorde-se que o grupo Aquinos fez saber aos seus colaboradores que “o gozo de férias antes de 1 de Abril deverá ser consentido por acordo”. E salientava que se algum colaborador não concordasse com esta medida deveria manifestar via telefónica ou através de ‘e-mail’ essa vontade aos recursos humanos”.

O grupo Aquinos facturou, em 2019, mais de 300 milhões de euros na venda de sofás e colchões para quase 40 países de todo o mundo, com maior incidência na Europa. Emprega actualmente 4 mil pessoas, das quais 3.200 em Portugal e 800 nas unidades de França e Polónia e nos escritórios espalhados pelo resto do mundo.

“Os Sectores de Empresas dos Distritos de Coimbra e Viseu do PCP reiteram a exigência de respostas que assegurem a salvaguarda da saúde dos trabalhadores sem colocar em causa salários, nem o direito ao gozo de férias. A epidemia não pode acelerar a exploração dos trabalhadores”,conclui o PCP.

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