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PCP teme que Campus Educativo force encerramento de escolas das aldeias do concelho de Oliveira do Hospital

O Partido Comunista Português (PCP) oliveirense teme que a construção do “Campus Educativo” em Oliveira do Hospital – para o Ensino Pré-Escolar e para o 1º Ciclo do Ensino Básico e que a Câmara Municipal está a construir e onde prevê gastar, diz o PCP, cerca de 7 milhões de euros – “possa vir a forçar o encerramento de Escolas do Pré-Escolar e do 1º Ciclo do Ensino Básico actualmente em funcionamento no concelho e mais próximas à cidade”. Os comunistas, reunidos em Assembleia de Organização Concelhia de Oliveira do Hospital, defendem que melhor seria uma aposta o melhoramento e equipar devidamente as escolas já existentes, embora admitam outra localização para Escola Básica nº 1.

Esta é, porém, mais uma das obras lançadas pelo antigo presidente da autarquia José Carlos Alexandrino que já deveriam estar, segundo o que consta no contrato, terminada, mas tem-se arrastando no tempo, como outras empreitadas no concelho. O contrato, recorde-se, foi assinado a 10 de Novembro, com um prazo de execução de 540 dias, ou seja, já deveria estar concluída há cerca de meio ano, mas esse dia aparentemente ainda está distante.

Manifestando igualmente preocupação com aquilo que designam por “depauperamento do Centro de Saúde de Oliveira do Hospital”, os comunistas dizem que está a “avançar o negócio privado da doença, que não responde às necessidades dos oliveirenses” [Os oliveirenses] perderam um serviço com referenciação para o INEM, passaram a pagar caro os exames de diagnóstico e deixaram de ter serviço de urgência durante a noite. A resposta passa pelo investimento no SNS, e com a fixação de mais profissionais de saúde, diminuindo a já longa lista de mais de cinco mil utentes sem médico de família no concelho”, sublinham.

Os comunistas defenderam ainda a criação da Carta Cultural. Esta força política acredita que este elemento poderia ser um estímulo municipal para que que fosse criada uma rede de locais com interesse cultural e se dinamizasse o concelho, ao longo de toda a sua extensão. Defenderam ainda a concepção da Carta Desportiva do concelho, com a criação de equipamentos desportivos, que “contribuiria também para a necessária fixação de população no concelho”. “Há uma desproporção entre os apoios sistemáticos a desportos tendencialmente mais ‘profissionalizados’ e às outras modalidades”, referem, congratulando-se com o voto favorável e unânime na Assembleia de Freguesia e na Assembleia Municipal relativamente à desagregação da União de Freguesias de Ervedal e Vila Franca da Beira, “que é uma justa resposta aos anseios da população”.

 

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