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CM Arganil

PCP vota contra orçamento da CM de Arganil e critica falta de verbas para prevenção dos incêndios rurais e protecção da população

O PCP de Arganil criticou e votou contra o Orçamento e as Grandes Opções do Plano da Câmara Municipal local para 2022 por considerar que o documento não contempla assuntos importantes. Um deles, segundo os comunistas, tem a ver com a ausência de “um projecto responsável e estruturante na prevenção dos incêndios rurais, protecção da população, da floresta e da vida animal que envolva todas as freguesias”.

“O que é apresentado parece-nos claramente insuficiente face à gravidade da situação”, referiu a eleita Dora Lemos, frisando que no documento também não vislumbra um plano estratégico e consistente para atrair empresas e investimento para o município, de forma a gerar emprego e desenvolver a economia local.

“Não vemos o incentivo à fixação dos jovens e à constituição das respectivas famílias no nosso território. Não vemos ideias expressas nos documentos para evitar sequer que continuemos a perder população, quanto mais, atrair mais famílias”, continuou. “Não existe qualquer verba atribuída à agricultura e pecuária, nomeadamente à agricultura familiar que tem sido uma forma de sustento devido à falta de mobilidade e emprego. Estas famílias precisam de locais para escoar os seus produtos de forma criar algum rendimento monetário e consequentemente a população teria acesso também a produtos frescos locais e assim desenvolver a economia local”.

Salientando que o documento também não apoia idosos, que são a grande parte da população, quer na mobilidade quer na política essencial de proximidade, Dora Lemos frisa que “não está expresso o incentivo ao desenvolvimento mais actuante das comissões sociais de freguesia, essenciais às famílias mais carenciadas e com outro tipo de necessidades resultantes das mais variadas causas”. Lembra ainda que “existem várias zonas do concelho sem tratamento de esgotos trazendo perigo à saúde pública e poluindo as nossas ribeiras e também não vemos nos documentos a urgência desta extrema necessidade”.

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